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12/03/2001
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TELEVISÃO
DÉBORAH
EVELYN
Lições da vida real
A atriz, que faz análise para não exagerar
nas emoções, mergulhou na realidade dos deficientes físicos para
viver personagem em Um Anjo Caiu do Céu
Márcia
Montojos
Para
viver a deficiente física Virgínia em Um Anjo Caiu
do Céu, a atriz Déborah Evelyn, 35 anos, mergulhou
numa realidade que desconhecia. Além de assistir a vídeos
sobre o tema, conviveu com uma fisioterapeuta que há alguns
anos perdeu as duas pernas em um acidente de carro.
A experiência
surpreendeu Déborah, que esperava conhecer uma pessoa infeliz,
como sua personagem. Porém, encontrou uma mulher que soube
superar o trauma e que tenta levar uma vida normal, namorando e
usando roupas curtas. Ela é maravilhosa. Foi uma verdadeira
lição de vida, diz.
Ir
fundo na composição de suas personagens é uma
lição que Déborah aprendeu em casa. Sobrinha
da atriz Renata Sorrah, ela não nega a influência da
tia quando optou pela profissão de atriz. Também foi
Renata que a levou pela primeira vez a uma gravação
de novela: Brilhante, em 1981. Um ano depois entrou para a Escola
de Artes Dramáticas, na USP.
A intensidade
também é uma característica presente na sua
vida afetiva. Com 14 anos, começou a sofrer de anorexia por
causa de uma paixão não correspondida por um professor.
Sofri durante dois anos. Só melhorei com a análise,
conta Déborah, que continua na terapia. Me ajuda a
não exagerar nas minhas emoções, teoriza.
Casada
com o diretor Dênis Carvalho há 12 anos, ela pretende
engravidar ainda em 2001 e prevê uma pausa na carreira. Gosto
de lamber a cria, diz ela, que tem uma filha, Luiza, de 7
anos, com o diretor. O Dênis é superbrincalhão.
Cabe a mim a tarefa mais dura, a de educar, diz. Dênis
Carvalho já tinha três filhos e seis ex-mulheres, quando
se casou com Déborah. Mas ela diz não ter tido medo
do desafio. Não pensei em nada, estava superapaixonada,
explica. Hoje todos convivem em harmonia. Somos uma grande
família, resume.
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