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ARLETE SALLES

12/03/2001

“Descobri o salto alto aos 60”
Sucesso como vilã em Porto dos Milagres, a atriz diz que tem um pé na transgressão, encara o salto alto como desafio e acredita que só era escalada para viver “mulheres do povo” por usar apenas sapatos baixos e fechados, e parecer desglamourizada

Rosângela Honor

André durão

Em casa, Arlete conta que usar salto alto lhe deu oportunidade de fazer outros papéis: “Havia algo errado e partia de mim”

Desde que Porto dos Milagres estreou na Globo, o brilho de Arlete Salles – como a ambiciosa Augusta Eugênia – se destaca. Não só pelo talento, reconhecido, mas pela silhueta. Enquanto delicia o público com a personagem, chama atenção pela boa forma física. Pernambucana de Pau D’Alho, a atriz, que era locutora de rádio em Recife, vive uma das melhores fases. Além da tevê, faz sucesso em A Vida Passa, peça escrita por Miguel Falabella. Nessa rotina, só abre mão de caminhar na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, quando as gravações aceleram. Mas recorre à esteira na casa de três andares no Jardim Botânico onde mora com a mãe, Severina, um dos filhos e as cadelas Kika e Xará. Sempre sorridente, ela vibra com suas descobertas após completar 60 anos – data que não revela. Há um ano, a dança de salão a livrou do bloqueio para dançar. Descobriu ainda o salto alto. Mãe de Alexandre, 38 anos, e Gilberto, 35, avó de Pedro, 14, e Joana, 4, Arlete recebeu Gente usando sandálias altas, vermelhas e com strass.

Além de elogios ao trabalho, sua forma fisica chama atenção na novela. O que tem feito?
Na época de Meu Bem Querer, em 1998, emagreci sete quilos e mantenho o peso até hoje. Sou vaidosa, gosto de estar bem com o meu corpo. Adoro vestir uma roupa e me sentir bem. Sinto mais vigor e segurança. Depois da dieta aprendi a comer pouco, mas não gosto da ditadura de saladas e grelhados. Só me submeti a isso quando queria perder peso. Adoro tomar um bom café da manhã com pão integral, queijo de minas, mas nem pensar em ovos fritos com bacon. Adoro sorvete e bolo, mas como com cautela. Faço caminhadas diárias. Quando isso não é possível, faço esteira em casa. Já fui a academias, mas de uns anos para cá fiquei mais arredia, gosto de ficar sozinha.

Por quê?
Depois dos 40 anos passei por um processo de mudança. Inconscientemente, promovi uma revolução em mim. Era uma mulher noturna e fiquei uma mulher diurna. É uma idade delicada, assim como os 60, que é marcante. Aos 40 você percebe que não é mais jovem e começa a questionar como viver dali por diante. É difícil. É o momento da parada, da reflexão. Às vezes é doído. Fui ficando introspectiva. Sempre fui expansiva, barulhenta. Fiquei mais silenciosa, recolhida.

Mas você entrou em crise?
Teve uma hora em que pensei: “Não tenho mais juventude”. Depois descobri que não tinha juventude mas tinha mocidade, que havia muita coisa para ser vivida. Aí encontrei o equilíbrio.

E a chegada dos 60?
Outro dia comecei a fazer dança de salão. Ia fazer uma peça e precisava dançar um tango. Nunca havia dançado nada na vida. Casei grávida aos 16 anos, os Beatles espocando e eu olhando da janela porque já tinha um bebê para cuidar. Tinha o maior bloqueio quando chegava a uma festa. Hoje danço bolero e vou começar a aprender a salsa. A dança me tornou mais feminina, segura. Foi uma grande descoberta aos 60 anos.

Mas houve crise como nos 40?
Trabalhava muito. De vez em quando o coração disparava quando lembrava que ia fazer 60 anos. Mas sou geminiana, não consigo ficar presa a um só sentimento por muitas horas. Eu pensava: “Vou envelhecer, sim, não é agradável esta idéia, mas ainda estou moça, ainda posso realizar projetos e promover mudanças”.

Que tipo de mudanças?
Eu era uma mulher que só andava de sapatos fechados e meias. Um dia resolvi mudar. Resolvi usar sandálias e ver como que ficava. Só andava de salto baixo e quando botava um salto alto andava feio. Decidi corrigir isto, queria caminhar de salto alto. É feminino, bonito. Acho que até por isso só me escalavam para fazer mulheres do povo, desglamourizadas. Percebi que havia algo errado e que partia de mim. Gosto desses personagens sim, sou grata a eles mas também quero fazer outro gênero.

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