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| Expedição
experimental multimídia |
12/03/2001
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Viagem
ao Centro da Terra
Público se torna expedicionário em espetáculo
fora de padrões
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Divulgação |
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Dois momento do espetáculo: misto de teatro interativo,
instalação, workshop teatral, psicodrama e trem
fantasma |
Paula
Alzugaray
O melhor
de ir ao teatro, assistir à Viagem ao Centro da Terra,
é não ir ao teatro. Subir em um ônibus no Museu
de Arte Moderna do Rio de Janeiro, tirar sapatos, relógios
e ser conduzido a um lugar escuro e enorme, que não se faz
idéia do que seja, onde se pratica um misto de teatro interativo,
instalação, workshop teatral, psicodrama e trem fantasma.
Isso mesmo. Essa expedição experimental multimídia,
dirigida por Ricardo Karman e Otávio Donasci, não
é parecida com nada do que você já experimentou.
Foram
utilizados 2,6 quilômetros de plástico, 5 quilômetros
de fio elétrico, 150 toneladas de areia, 5.000 litros de
água, 25 atores, 20 técnicos e um ônibus com
as janelas vedadas para transportar 55 passageiros ao centro da
Terra. Mas nada disso importa quando o ônibus pára,
e o público é convidado a encarnar o papel de expedicionário,
penetrando em um túnel sensorial. Pisar descalço na
areia e caminhar na escuridão total é apenas o começo
de um roteiro que estabelece paralelos entre a mitologia clássica
e a sertaneja.
Nas
galerias subterrâneas, montam-se rápidas
encenações, que carecem de densidade dramática.
Mas teatro tampouco importa nesse trajeto. O maior mérito
de Viagem não é apenas demolir as fronteiras entre
platéia e atores, mas, sim, reduzir a distância entre
o próprio público.
O ponto
alto é o momento em que os 55 passageiros interagem entre
si, assumindo-se como protagonistas de uma cena de sacrifício
coletivo. O saldo da experiência, cabe a cada um conferir.
Aposta do escuro
Até
final de abril MAM Av. Infante Dom Henrique, 85, Aterro
do Flamengo Informações pelo tel. (21) 223-1038
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