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Ravelstein
Saul Bellow usa um filósofo em crise para levar o
leitor à reflexão
Neuza Sanches
| Divulgação |
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| Bellow:
o maior romancista vivo da língua inglesa |
O jornal
inglês The Sunday Times fez recentemente uma pesquisa
em que escritores de renome apontaram o maior romancista vivo da
língua inglesa. Saul Bellow, prêmio Nobel de Literatura
de 1976, ganhou disparado.
Quem
não o conhece tem em Ravelstein (Editora Rocco, 214
págs., R$ 23,00) uma ótima chance para ser apresentado
a esse filho de imigrantes judeus, nascido no Canadá e criado
nos Estados Unidos. Seus personagens são gente fina e intelectualmente
requintada. O livro é fiel ao seu estilo.
Nele,
Bellow traça o perfil de Abe Ravelstein, um professor de
filosofia preocupado com a escassez de idéias. A conselho
do amigo Chick, ele lança um livro que mergulha no tema,
vira best-seller e o transforma num milionário. A nova fase
em sua vida desperta o gosto pelas aparências e pelo consumo.
Essa
imperfeição humana é bem retratada por Saul
Bellow, que na pele do acadêmico leva o leitor a refletir
sobre conceitos vindos da Antigüidade até o Iluminismo,
passando por Locke, Montesquieu e Rousseau, Nietzsche e Heidegger.
Ravelstein é, assim, mais do que uma história
de um homossexual que morre por causa da aids. Aula de filosofia
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