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Moda
do Século
Livro relaciona a moda com personalidades e fenômenos comportamentais
Paula Alzugaray
| Divulgação |
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Dos
últimos lançamentos especializados, Moda do Século
(Cosac & Naify Edições, 400 págs., R$ 59),
do jornalista François Baudot, é o que mais se aproxima
a uma bíblia da moda. O livro aborda, em ordem cronológica,
os estilistas do século 20; contextualiza os estilos em momentos
históricos e reserva capítulos para moda masculina
e personalidades.
Além
de trazer material suficiente para se tornar uma referência
obrigatória entre profissionais que trabalham com estilo,
o livro ganha interesse geral ao abordar a moda não como
vestuário, mas como fenômeno comportamental. Ao longo
dos capítulos, dá todas as evidências do parentesco
que a moda sempre teve com as chamadas artes maiores.
Em 1900, o estilista Jacques Doucet tinha na parede de seu estúdio
nada menos que o quadro Les Demoiselles dAvignon, comprado
de Picasso. Nos anos 60, Yves Saint Laurent fez moda inspirada em
Mondrian e na Pop Art.
As
artes cênicas e cinematográficas também foram
cultivadas pelos mestres das agulhas. O glamour de Hollywood
impregnou a alta costura francesa dos anos 50, e as atrizes sempre
foram as musas dos estilistas. Nos anos 10, Paul Poiret reservava
para Sarah Bernhardt suas criações originais. Nos
anos 50, Grace Kelly deu nome a um modelo de Hermès e, recentemente,
Versace e Gaultier ajudaram a compor as personagens camaleônicas
de Madonna.
Entre
as personalidades que lançaram moda, o livro destaca figuras
díspares como Brigitte Bardot, a magrela Twiggy, os Beatles,
a bonequinha de luxo Audrey Hepburn e Mao Tse Tung. Gisele Bündchen,
fenômeno brasileiro do fim dos anos 90, não dá
o ar da graça. Provavelmente integrará o primeiro
capítulo da bíblia da moda do século 21. Muito
mais que plumas e paetês
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