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12/03/2001
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Por
Marcelo Zanini
Amyr
Klink
Em
seu primeiro barco a remo, Amyr Klink, aos 28 anos, chega à praia
da Espera, em Camaçari, depois de atravessar o Atlântico Sul. Na
foto inédita, feita pela família no momento da chegada, ele já está
de banho tomado: “Usei os últimos 8 litros de água doce nesse banho”
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AKPP / Rafael Costa |
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Em
18 de setembro de 1984, Amyr Klink chegava na praia da Espera, município
de Camaçari, na Bahia. Havia passado 100 dias, 6 horas e 20 minutos
em alto-mar atravessando o Atlântico Sul, desde a Namíbia, na África,
até o Brasil.
Foi a primeira, de uma série de aventuras, que o tornaria conhecido
como “o navegador solitário” e que daria origem ao livro Cem Dias
entre Céu e Mar. Tanto foi o sentimento de conquista solitária,
que Klink, na época com 28 anos, chegou sorrateiro e não avisou
ninguém que já estava na costa. “Quis saborear sozinho a chegada
e não queria que ninguém visse o estado em que estava”, brinca.
Ele ainda tinha 8 litros de água doce, dos 275 que levara. “Nadei
em volta do barco e daí tomei um belo banho com a água que sobrou”,
lembra. Foi então que passou um rádio e foi esperado pela família,
autora da foto, para no final daquela tarde pisar pela primeira
vez em terra firme. Passados 17 anos, Klink se prepara para mais
uma aventura. Em novembro irá refazer a volta ao mundo num veleiro
que acaba de construir tentando superar seu próprio recorde de dois
anos atrás: ao invés de 88 dias, quer completar o trajeto em 77
dias.
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