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26/02/2001

DRAMA

SIMONY
Prisioneira da paixão
Refém da maior rebelião carcerária do País, a cantora Simony passou 25 horas dentro do Carandiru, em São Paulo, ao lado do marido e diz que, por amor, passaria por tudo de novo

Edwin Paladino

Eduardo Lazzarini/Folha Imagem
O nome de Simony foi pintado no chão do Carandiru, onde os presos se amotinaram e fizeram 5 mil reféns.

Na manhã do domingo 18, a cantora Simony, 24 anos, cumpriu sua rotina semanal. Acordou às 6h, separou pacotes de macarrão e seguiu, com motorista particular, para a Casa de Detenção do Estado de São Paulo, do Complexo Carandiru.

Lá, às 7h, pegou a senha que dá acesso à ala dos visitantes e, às 7h30, entrou no Pavilhão 7, onde o namorado Christian de Souza Augusto, 27 anos, o rapper Afro-X, está preso por assalto à mão armada.

Grávida de quatro meses do músico, Simony passou a manhã ao lado de Christian. Ao meio-dia, avisou ao marido que tinha de ir embora porque participaria do programa Domingo Legal, do SBT. Minutos depois, explodiu uma rebelião, uma das 29 que eclodiram em todo o Estado de São Paulo, fazendo 16 vítimas fatais e 77 feridos.

Como outros cinco mil parentes e amigos dos presos, Simony passou 25 horas refém no Carandiru. O maior motim já visto no Brasil foi organizado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa de presidiários paulistas. “Christian não me falou nada sobre a rebelião antes. Ele não sabia”, afirmou a cantora em entrevista por e-mail à Gente. “Na hora fiquei muito nervosa, mas ele me deu segurança”, disse ela, que não saiu do lado do marido.

Ela passou quase o tempo todo dentro da cela, acompanhando as tensas negociações entre policiais e detentos pela tevê. No portão principal do presídio, a tropa de choque da Polícia Militar de São Paulo protegia-se de garrafas, latas de refrigerantes e cones de sinalização de trânsito arremessados pelas famílias dos presos. Na maioria das janelas dos pavilhões, os rebelados exibiam palavras de paz, justiça e liberdade, pintadas em lençóis brancos.

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