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26/02/2001

CINEMA

MARCOS LEONARDO DELFINO
Menino rei
O garoto da periferia de São Paulo que interpretou Pelé quando criança no curta indicado para o Oscar sonha em
ser como o rei do futebol e quer ir à festa em Hollywood

Gustavo Maia

Edu Lopes /Max Pinto
 

A primeira vez em que o garoto Marcos Leonardo Delfino, 12 anos, pisou num campo de futebol ficou gravada na memória de seu pai, Augusto Delfino. “Parecia que ele estava vivendo um sonho, de tanta felicidade”, conta. O garoto tinha apenas quatro anos e tropeçava nas próprias chuteiras.

A idéia de se tornar um craque dos gramados sempre esteve presente na vida do menino do Taboão da Serra, periferia da capital paulista. O que ele não imaginava é que um dia se tornaria o rei do futebol, mesmo sem ter chegado à maioridade ou atuado por qualquer grande clube brasileiro. Marcos é o ator mirim que interpreta o papel de Pelé no curta-metragem Uma História de Futebol, único representante brasileiro na disputa do Oscar neste ano. “Pra mim é uma honra, já que ele jogava tão bem”, diz o garoto.

Edu Lopes
“Eu sabia que seria escolhido. Eu sou a cara do Pelé’’, diz Marcos

A vida de Marcos mudou em 1998, quando o diretor do filme, Paulo Machline, procurou por ator mirim na escolinha do Pequeninos do Jóquei, onde o garoto treina há oito anos. “Eu sabia que seria escolhido. Eu sou a cara do Pelé”, brinca Marcos. A semelhança chamou a atenção do diretor e as filmagens começaram na mesma semana.

Marcos nunca havia atuado, mas aprendeu rápido a decorar o texto. “Ele trazia a papelada para casa e ficava estudando”, conta o pai, que só permitiu a empreitada porque Marcos estava de férias. “Já pensou se eu não deixo? O filme foi parar no Oscar e ele não teria participado”, diz aliviado.

O dia-a-dia de Marcos se mantém, apesar do sucesso-relâmpago. O garoto estuda na sexta série do Grupo Escolar Godofredo Furtado. Passa as manhãs no Centro de Juventude, uma espécie de creche para crianças mais velhas, onde sua a camisa nas peladas.

Por ter interpretado o rei do futebol, o menino recebeu um cachê diferenciado do restante dos atores mirins do filme: R$ 1.100,00. Duzentos reais a mais que o restante. “O cachê ajudou bastante”, conta o pai, que é motorista em uma editora na grande São Paulo. No entanto, não despertou no menino a vontade de seguir carreira na telona. “O que eu quero mesmo é ser jogador de futebol, como foi o Pelé”, diz Marcos, que é corintiano e fã do centroavante Luizão.

Edu Lopes
 
  Marcos treina no campo do Pequeninos do Jóquei, onde foi descoberto

Atualmente, Marcos colhe os louros de seu trabalho no cinema. Apesar de o filme ter arrebatado trinta prêmios, inclusive o primeiro lugar no festival de curtas de Nova York, foi agora, com a indicação ao Oscar, que Marcos saiu do anonimato. “É legal porque meus amigos me vêem nas revistas e na tevê”, diz o menino.

Um único motivo aborrece o ator mirim. Ele quer estar presente na cerimônia do dia 25 de março em Hollywood, mas não tem dinheiro para a viagem. No entanto, não perde a esperança de conhecer a terra do Tio Sam. “Vou ligar para o Paulo Machline em Nova York. Quem sabe ele me leva com ele”, diz.

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