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| Romance
histórico |
26/02/2001
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Os
Templários
Best-seller revela a misteriosa ordem da Idade Média
Francisco Vianna
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| A
fortaleza de Aragão e o historiador e Piers Paul Read (no detalhe):
revelações |
Muito
tarde, não há mais tempo para negociar com traidores:
a conclusão dos dois líderes máximos dos templários
a respeito do papa Clemente V, ao final de um longo e severo julgamento,
fez com que fossem queimados vivos.
Eles
se chamavam Jacques de Molay e Geoffroy de Charney, eram dois anciãos
de corpo frágil, mas de coração determinado,
e como todos os adeptos da lendária ordem multinacional de
monges guerreiros, estavam sendo acusados de blasfêmia, heresia
e sodomia.
Negaram
veementes as acusações e, por isso, terminaram a vida
amarrados num poste, lentamente devorados pelas chamas, no distante
ano de 1314. Morreram os templários, nasceram as lendas imortalizadas
na ópera Parsifal, de Wagner, e nos romances de cavalaria
de Walter Scott.
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| Jacques
de Molay: morte na fogueira |
Heróicos
guardiões do Santo Graal para uns, diabólicos anti-heróis
para outros, a ordem, fundada em 1095, por ocasião da primeira
Cruzada, esteve no centro das guerras religiosas que na Idade Média
envolveram o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.
No
seu Os Templários (Imago, 366 págs., R$ 40),
Piers Paul Read vira as costas para a ficção e se
debruça sobre a realidade. Resgata as raízes desses
monges misteriosos que foram banqueiros de papas e reis, recriando
as imagens do Templo de Herodes, com suas portas cobertas de ouro
que os romanos transformaram em escombros após o cerco a
Jerusalém que antecedeu a Diáspora.
E traz
à luz os conflitos que hoje marcam o cotidiano de muçulmanos
e judeus. Autêntico fenômeno de vendas, encanta pela
originalidade da trama que lembra um filme de espionagem e pela
atualidade da herança daqueles que, vistos na perspectiva
do filósofo David Hume, protagonizaram a maior demonstração
e o mais durável monumento da insensatez humana que já
surgiram em qualquer era ou em qualquer nação.
Caça às bruxas
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