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| Thriller
psicológico |
26/02/2001
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A
Estrada da Reserva
Linguagem
de documentário prende leitor do início ao fim
Neuza Sanches
São
raras as vezes em que a ficção conta uma história
sob várias óticas, recurso muito utilizado por documentários
e reportagens de fôlego. A Estrada da Reserva (Editora
Objetiva, 350 págs., R$ 33,00), de John Burnham Schwartz,
se torna um thriller psicológico denso a partir do momento
em que o autor explora esse recurso com maestria. O livro conta
o drama de dois pais: Ethan Lerner, cujo filho Josh, de dez anos,
morre ao ser atropelado por Dwight Arno, pai de outro adolescente,
que foge sem prestar socorro. Começa aí um suspense
que fisga o leitor e o leva a ler as páginas aos bocados.
Ao
atropelar o garoto num posto de gasolina com o carro em alta velocidade,
Dwight mergulha em profunda depressão e angústia por
sentir na pele a possibilidade de ter tido o papel trocado, já
que é pai de um menino também de dez anos e estudante
da mesma escola de música do jovem morto. Ethan, o pai da
vítima, tem sua vida revirada e passa a ver a vingança
como principal motivo para continuar respirando.
A
troca de papéis entre os dois protagonistas se revela paulatinamente
até o momento em que os dois ficam frente a frente. A
Estrada da Reserva é um thriller que narra os dilemas
dos personagens sempre em primeira pessoa. Dá ao leitor poderes
para ler os pensamentos de cada personagem diretamente envolvido
na trama. E deixa-o sem fôlego.
Todas as faces de um crime
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