|

Paulo
Machline
Serial killer rejeitado por DiCaprio é para
quem gosta de sangue
Alessandro
Giannini
| David
Helman |
|
|
|
O cineasta: concorrência difícil para a história de Pelezinho |
Herdeiro
da família que controlou durante anos o extinto grupo Sharp,
Paulo Machline, 33 anos, não dava muita bola para os negócios.
Dono de uma agência de publicidade, dirigia peças promocionais
e comerciais de tevê. Quando seu pai morreu, assumiu
entre 1994 e 1998 um posto no conselho consultivo da empresa.
Foi
nesse período que conheceu o diretor-financeiro Aziz Adib
Naufal. Nascido e criado em Bauru, o executivo contou-lhe a história
de sua infância e da amizade com Pelé. Dessa conversa
surgiu Uma História de Futebol (1998), filme brasileiro
que concorre ao Oscar de melhor curta-metragem de ficção.
Dividindo seu tempo entre Estados Unidos e Brasil, Machline veio
a São Paulo e concedeu entrevista à Gente.
O
que habilitou Uma História de Futebol
a concorrer ao Oscar?
Qualquer curta exibido em Los Angeles por no mínimo
uma semana pode concorrer ao Oscar na categoria. Para que isso aconteça,
a Academia homologa uns quarenta festivais ao redor do mundo. Quem
ganhar prêmios nesses festivais está habilitado a participar
da concorrência. O filme ganhou os de Bombaim, na Índia,
e de Nova York, nos Estados Unidos.
Quais
são as chances de o filme ganhar?
Não assisti aos outros quatro filmes, portanto,
não dá para falar deles. Sei apenas que são
três americanos e um mexicano. Um dos americanos, que fala
sobre o Holocausto, é o favorito. Mas no site de uma revista
americana, a pesquisa popular nos coloca em primeiro lugar nas preferências.
Existe
algum outro projeto em andamento?
Tenho um projeto cujo nome é Socorro. O
argumento é meu e o roteiro, de Maurício Zacarias.
É um longa-metragem. Por enquanto, estamos captando verba
pelas leis de incentivo. Espero que até o final do ano a
gente complete o orçamento e possa filmar no Brasil.
|