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26/02/2001
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Por
Marcelo Zanini
Zé
Ramalho
Em
1969, para esconder o corte americano (ou reco), já que servia o
Exército, Zé Ramalho usava peruca em seus shows de fim-de-semana
em João Pessoa. Hoje, aos 50 anos, ele prepara-se para realizar
um sonho. O cantor e compositor está gravando o CD Tributo a Raul
Seixas
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Reprodução e David Helman |
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Não
teve jeito. Ao completar 18 anos, o paraibano José Ramalho
Neto não escapou do Exército. Em 1969, ele serviu
num quartel em João Pessoa, a 400 quilômetros de Brejo
da Cruz, onde nasceu.
Mas,
nas folgas, Zé Ramalho dedilhava sua guitarra num conjunto
com mais dois amigos. A banda, que nem nome tinha, se apresentava
na boate Calamares. Ninguém na época usava cabelo
curto e, por isso, Zé Ramalho resolveu arrumar uma peruca
para não parecer reco em suas noites de galã.
Queríamos ser como nossos ídolos. Era o auge
dos Beatles, da Jovem Guarda..., diz.
O
início da nova carreira não foi fácil. Zé
conta que se relacionou com mulheres em troca de dinheiro até
conseguir gravar o primeiro disco. Não era pagamento
e sim uma troca, diz. O tempo passou, o cabelo cresceu e,
em 1976, ele se tornou famoso. Resolveu então revelar tudo
sobre aquela época na música Garoto de Aluguel,
de 1981. Hoje, aos 50 anos e 25 de carreira, Zé Ramalho realiza
um grande sonho: Vou lançar o CD Tributo a Raul
Seixas, diz. Enquanto isso, fará shows em João
Pessoa, no Carnaval.
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