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19/02/2001

Carnaval

MÔNICA PAULO
Vovó caiu no samba
A nova rainha da bateria da Mocidade Independente é
avó aos 33 anos e leva cantadas de amigos das filhas
que evitam chamá-la de mãe em público

Luís Edmundo Araújo

Zulmair Rocha
 
  Com as filhas Monique (à esq.) e Natália e o neto Christian: tudo em cima

Em novembro do ano passado, um clima de desconfiança pairava sobre os componentes da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel. Depois de 14 anos desfilando sem uma rainha, a bateria da escola — considerada uma das melhores do carnaval — entraria na Avenida Marquês de Sapucaí tendo à frente uma passista que já é avó.

O temor de que a escolhida atrasasse o andamento da bateria acabou assim que todos viram a vovó em questão. Aos 33 anos e com um corpo escultural, a relações públicas Mônica Paulo pôs fim aos comentários maldosos tão logo começou a freqüentar a quadra da escola. “Acharam que eu era uma velha de bengala”, diverte-se.

Mãe de Monique, 18 anos, e Natália, 15, e avó de Cristhian, 6 meses — filho de Monique —, a relações públicas foi descoberta pela Mocidade em outubro do ano passado, quando esteve na quadra da escola a convite de Fátima Tenório, mulher do presidente da agremiação. Se o posto de rainha de bateria ainda é inédito para ela, o Sambódromo é seu velho conhecido.

“Desfilo desde os 13 anos”, afirma a passista, que começou sua carreira no samba na Estácio de Sá. Desde então, ela não lembra em quantas escolas desfilou, mas garante que, hoje, seu coração de mãe e avó bate só pela Mocidade.

Andre Durão
 
Mônica tem evitado poses extravagantes para fotos como rainha da bateria  

Solteira, Mônica divide um apartamento na Barra da Tijuca com as duas filhas e o neto. A experiência de ser avó tão jovem foi um choque no início, mas depois ela se acostumou. “A gente pode até mentir a idade, mas quando se é avó não dá pra esconder”, diz. “Mas tudo bem, estou com tudo em cima.”

Para ficar com tudo no lugar, a relações públicas malha de duas a três horas por dia com um personal trainer. No cardápio, a preferência é por pão light de manhã e frango grelhado com verduras no almoço e jantar.
Tanta preocupação com a boa forma acaba gerando confusões com as filhas.

Certa vez ela foi buscar Monique no colégio e por pouco não ouviu uma cantada de um colega da filha, da segunda série do ensino médio. “Ele viu minha mãe e perguntou se eu conhecia. Disse que sim e ele pediu para ser apresentado. Aí tive de dizer para ele ter respeito porque era minha mãe”, conta Monique. Nas ruas, as filhas evitam chamar Mônica de mãe. “Se a gente chama e alguém ouve, temos que ficar explicando que ela é nossa mãe mesmo, e ninguém acredita”, diz Natália.

As duas apóiam a opção da mãe, mas não seguiram a vocação da nova rainha de bateria da Mocidade. “Não gosto muito de samba. Prefiro sertanejo, pagode e forró”, diz Monique. A praia da irmã Natália é outra. Em sintonia com a nova tendência do verão no Rio de Janeiro, declara: “Meu negócio é funk. Não vou muito aos bailes, mas é o tipo de som que eu gosto”.

Para ocupar o posto vago desde que a modelo Monique Evans desfilou pela última vez à frente da bateria da Mocidade, em 1987, a relações públicas foi beneficiada pela nova filosofia da diretoria da escola, que optou pela escolha de um rosto desconhecido, mas com muito samba no pé. “Ela é bonita e sabe sambar. Não precisa de mais nada”, diz o diretor de carnaval da escola de Padre Miguel, Vicente de Paula.

Apesar do sucesso repentino, Mônica garante que não vai aproveitar o destaque como rainha de bateria para tentar uma nova profissão. “Não sou modelo e nem tenho a menor pretensão de ser. Já passei dessa fase”, diz ela, com Christian no colo, ansiosa para que o netinho nos próximos meses balbucie “vó-vó”, depois que baixar a poeira da folia.

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