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19/02/2001

Negócios

Maninhos na moda - continuação

Ivan e André Bankoff, os Irmãos Metralha
David Helman
 
  Ivan (à dir.) quis ser modelo como o irmão, André, que agora quer ser ator

Certo dia o modelo Ivan Bankoff, 17 anos, aproximou-se do irmão, o também modelo André, de 19, para fazer uma confidência. Disse que havia saído com a garota mais bela da cidade — os dois são de Americana, interior de São Paulo.

“Legal!”, disse André, sorrindo. E seguiu perguntando: “Mas ela não te contou nada?” Diante da expressão de espanto do irmão mais novo, André abriu o jogo: “O papai aqui já pegou”.

Morando juntos num apartamento em São Paulo, os Bankoff vivem em clima de descontração. “O Ivan fala pra cacete. Parece o Ratinho”, brinca André. “Quando o André começou, brinquei: ‘Vai ficar no meio de homem bonito, é?’”, conta Ivan.

André, há dois anos modelo, ascendeu rapidamente na profissão. E fez Ivan rever seu conceito sobre o mundo da moda. “A carreira do André serviu de espelho para mim”, conta Ivan, que resolveu seguir os passos do irmão, um ano atrás.

André, agora, sonha com a carreira de ator. Depois de participar do filme Popstar, de Xuxa Meneghel, ele freqüenta as aulas da oficina de atores da Globo. Ivan, novamente, acompanha atento o desempenho do irmão. “Também quero ser ator”, diz.

Os Irmãos Metralha, como se autodenominam, ainda almoçam, jantam e fazem aulas de natação juntos. André não se incomoda de ter o irmão sempre no encalço. “Dividir chocolate, roupa, não tem problema. Agora, dividir mulher, nem a pau!”, diz.


As gêmeas Carolina e Mariana Bittencourt
David Helman
O dia de trabalho de Mariana (à dir.) custa US$ 6 mil, o dobro do que recebe a irmã

No início os desfiles aconteciam no corredor de casa e eram divertimento para a família. “Lembra da novela em que a Regina Duarte fez a Viúva Porcina?”, diz Mariana Bittencourt. “A gente se vestia como ela e saía andando para se mostrar”, conta Carolina, irmã gêmea de Mariana.

Descobertas num supermercado em Campinas, interior de São Paulo, as irmãs Bittencourt, de 21 anos, tornaram-se as gêmeas brasileiras de maior prestígio na moda. Mariana nasceu cinco minutos antes que Carolina. A carreira da irmã, porém, está um passo à frente.

Carolina mora em Nova York há três anos, enquanto Mariana inicia agora a carreira internacional. Um dia de trabalho de Carolina custa U$S 3 mil, metade do que recebe a irmã. “Queria ter feito os desfiles que minha irmã fez lá fora”, diz Mariana, que interrompeu a carreira para estudar e, há um ano, retornou às passarelas. “Tinha vergonha de fotografar. Não conseguia me expressar”, conta ela.

Fora do trabalho Mariana não decepcionava. “Todos os meninos bonitos da escola amavam a Mari”, afirma Carolina. “Eu só fiquei com homem feio.” Diferenciar as gêmeas ficou mais fácil, depois que Carolina mudou o corte de cabelo. Mas houve um tempo em que até pais e namorados as confundiam. “Um dia o namorado da Carol veio para me agarrar. Se não falo, ele me beijaria”, conta Mariana.


Felipe Bruno, o número 1, e Ricardo Bruno, o número 2
David Helman
 
  Os gêmeos Felipe e Ricardo fotografam juntos em 70% das vezes

Em um dia, eles passam 22 horas lado a lado. Em dezembro passado gravaram um comercial em Roma. Em janeiro, desfilaram pelas passarelas de Milão. No próximo mês, estarão na capa da Sportswear americana.

Gêmeos de 21 anos, Felipe e Ricardo Bruno trabalham juntos em 70% das vezes e não conseguem dividir a mesma passarela com 100% de seriedade. “Quem desfila atrás sempre quer arrumar um jeito de fazer o da frente rir”, diz Ricardo. “O Ricardo já deu uma ombrada em mim”, conta Felipe.

Dividindo tudo, desde roupas, cachês e até namoradas, os modelos se preparam para uma sessão de tatuagem que irá diferenciá-los de uma vez por todas. “Vou tatuar o número 1 no cotovelo”, diz Felipe. “E eu, o número 2”, conta Ricardo. Bom para a mãe dos garotos, a professora Virgínia Lúcia Bruno, que às vezes não consegue diferenciá-los.

Essas e outras confusões, porém, nunca foram incômodo. Muito pelo contrário. Na escola era comum Felipe fazer uma prova e responder à chamada para Ricardo e vice-versa. “Levava um moletom dentro da mochila para me trocar e fingir ser meu irmão”, conta Ricardo. A única reclamação que fazem é a perda da individualidade. “Não dá para pegar o dinheiro, ir para Amsterdã e esquecer do mundo. Tem sempre que pensar antes no irmão”, exemplifica Felipe.


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