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05/02/2001
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Por
Luciana Franca
Tom
Zé
Aos
20 anos, Antônio José Santana Martins posa em frente a sua casa
em Irará, na Bahia, na rua Campos Martins. “O nome da rua é uma
homenagem a um parente do meu avô”, diz Tom Zé, hoje com 64 anos
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Reprodução; Divulgação |
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O
ano era 1956. Na quente cidade baiana de Irará, Antônio José Santana
Martins, então com 20 anos, estava sentado em frente à casa onde
morava desde criança. A residência que, segundo a memória do ilustre
morador, tinha 27 janelas e estava em reforma, ficava na Rua Campos
Martins. “O nome da rua é uma homenagem a um remoto parente do meu
avô”, recorda-se o músico Tom Zé.
Naquela
época, ele era um garoto muito tímido e a música ainda não fazia
parte de sua vida. “Eu não ia a festas porque era acanhado. Compensava
isso enfiando-me nos livros”, revela ele que, no final dos anos
60, juntou-se a Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria
Bethânia, união que resultou no disco Tropicália ou Panis et
Circensis.
Além
da timidez, a cara de mais jovem incomodava o cantor. Ele sempre
estava barbado para não ter de passar pela humilhação de ser barrado
na porta do cinema para maiores de 18 anos. Hoje em dia, a jovialidade
de Tom Zé impressiona. Aos 64 anos, ele arrasou no palco da Tenda
Brasil na terceira edição do Rock in Rio.
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