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29/01/2001

Fama

Babás de astros
Tradutores das estrelas internacionais em turnê pelo Brasil atendem pedidos esdrúxulos e enfrentam mau humor, mas divertem-se na companhia dos ídolos

Marianne Piemonte e Ana Cristina Aleixo
Carol Feichas
Daniela ciceroneou Tommy, do Guns N’Roses, durante uma semana: “Ele me adotou"

Muito mais do que traduzir perguntas de repórteres e ajudar astros internacionais a pedir comida em outros países, os intérpretes das estrelas são responsáveis por ciceroneá-las aonde vão. São eles que providenciam desde comida tailandesa no Rio de Janeiro, às 5h da manhã, até um biquíni, quando a pop star quer ir à praia mas esqueceu o traje apropriado.

Por intermédio deles, o Brasil será visto e lembrado pelos astros estrangeiros. A produtora de eventos Daniela Mel Wajsros, de 27 anos, apresentou a Cidade Maravilhosa aos integrantes do grupo Guns N’Roses, uma das principais atrações do Rock in Rio 3, durante a semana que passou com eles.

Com Tommy, o baixista da banda, Daniela foi ao Barra Shopping e à tradicional feirinha no calçadão de Copacabana que vende toda sorte de bugigangas. “Ele me adotou, uma hora me chamava para tomar banana split e outra para tomar café”, conta. Em Copacabana, o baixista se encantou por um boné com o símbolo do Flamengo. “Expliquei que era um importante time de futebol do Rio e disse que se ele usasse na apresentação faria o maior sucesso”, contou. Tommy levou o chapéu, mas não o usou no show. Na feirinha, comprou também uma flauta de madeira e um fantoche para presentear a filha de 11 anos.

Durante a estadia dos astros, os intérpretes chegam a trabalhar 14 horas por dia. Ficam à disposição no lobby do hotel, caso eles decidam sair. Acompanham as estrelas em passeios que podem variar de um emocionante salto de asa-delta na Pedra da Gávea a um tranqüilo jantar em um restaurante de frutos do mar diante da Lagoa Rodrigo de Freitas. “É cansativo, mas divertido”, resume Cristina Midosi, 41, a intérprete que ficou por conta de Sting e Britney Spears, no Rock in Rio 3. Por toda essa dedicação, eles recebem cerca de R$ 160 por dia, mas como nem sempre há shows de música, a maioria dos intérpretes tem outras atividades.

“Eles sempre me perguntam onde ir, querem conhecer lugares que fazem parte da história da cidade”, conta Cristina, que fora da época de shows é importadora de tapetes. Foi ela quem levou o cantor Seal, em 1993, para conhecer o Bar Veloso, em Ipanema, onde Vinícius de Moraes compôs a música “Garota de Ipanema”. Diferente dos astros de hoje, que trazem equipe de segurança pessoal, Seal foi andando do hotel em Copacabana até o bar. Sentaram juntos na mesa e passaram a noite tomando chope e jogando conversa fora.

Alessandra Piedras
Intérprete de Sting no Rock in Rio, Cristina teve problemas com a segurança do cantor

PROSTITUTAS Apesar de circularem pelas melhores festas e shows, nem tudo é glamour na vida das babás dos astros. Horas de plantão em vão e até brigas com seguranças fazem parte do trabalho deles. Cristina lembra que teve problemas com os protetores de Sting. “Eles não deixavam nenhuma mulher bonita se aproximar dele, só prostitutas”, critica.

Adriana Freire, 34 anos, a intérprete do grupo inglês Oasis e da cantora americana Sheryl Crow, já perdeu namorado e brigou com a família por ficar à disposição das estrelas que vêm ao Brasil. Agora todos se acostumaram. “Minha mãe me ligou no sábado 20 e não pude atender porque estava na van com a Sheryl. Só consegui retornar a ligação na segunda-feira, depois que toda a equipe tinha ido embora”, contou.

Outros contratempos também são freqüentes nessa profissão. A coordenadora dos intérpretes do Rock in Rio 3, Tonia Schubert, 44 anos, contratou 50 profissionais para o evento. Ela conta que já houve casos de tradutores que se apaixonaram por astros e até aqueles que os acompanham em festas, empolgam-se na cerveja e se esquecem do artista.

Tonia exerceu essa função — estreou no segundo Rock in Rio acompanhando o cantor Prince — e sabe da dificuldade em atender os desejos dos artistas. “É preciso muita calma e jogo de cintura para não ter um chilique de vez em quando”, diz. “Há momentos que eles são tão grossos e mal-humorados que me pergunto o que estou fazendo ali”, desabafa.

Um dos episódios de mau humor foi com a banda de heavy metal Megadeath. “Eles eram dependentes de drogas e estavam em recuperação, por isso estavam com os nervos à flor da pele.” Acompanhar o grupo a um passeio no Corcovado às 7h, em um dia nublado, foi uma das piores experiências da intérprete. “Fui odiando. Agora aprendi. Quando o tempo está feio, digo que o Corcovado fecha”, conta. Entre os requisitos necessários para escolha de um intérprete, além do inglês fluente, estão: saber o esquema de funcionamento do aeroporto, conhecer a cidade, muita simpatia e dose extra de paciência.

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