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Primeiro
foi o pink. Mas como uma cor apenas não faz vários verões,
eis que no calor de 2001 surge a novidade do laranja. “Claro,
é uma cor que sempre esteve aí, mas que era difícil de usar”,
diz o consultor de moda Gabriel Del Corso.
A dificuldade foi superada por um elemento comportamental,
de acordo com ele. Na opinião do consultor, a necessidade
das pessoas de se expressarem com mais personalidade puxou
o movimento das cartelas de cores para os tons fortes, acabando
com a ditadura do preto, pastel e, principalmente, do vermelho.
Ele próprio, irredutível na escolha de cores neutras, acaba
de sucumbir à novidade. “Comprei uma mochila laranja em minha
última viagem a Milão”, confessa.
Responsável
pela consultoria de moda da loja Jöelle, que acaba de inaugurar
um espaço fashion em São Paulo, Del Corso conta que foi na
estação passada que começaram a aparecer as primeiras peças
laranja mas que agora “todas as coleções estão infestadas
pela cor”.
Tanta
unanimidade pede cautela. E a dica para não errar segue o
bom senso. “Uma senhora de saia balonée laranja não dá!”,
decreta o consultor.
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