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Série documental

No Tempo dos Dinossauros
Rede Globo fatia superprodução da BBC
para transformá-la em quadro do
Fantástico

Alessandro Giannini

Divulgação
O Tiranossauro, último grande predador da pré-história: cenários naturais e computação gráfica

Com a reformulação do Fantástico, a Rede Globo colocou no ar novos quadros desde o domingo 7. Um dos candidatos a reeditar o sucesso do Mr. M no programa é “No Tempo dos Dinossauros”. Produzido por um consórcio formado por BBC, Discovery e Asahi TV, o documentário custou cerca de R$ 19 milhões e emprestou recursos de computação gráfica usados em filmes como Parque dos Dinossauros e O Mundo Perdido. A idéia é mostrar como viveram, evoluíram e desapareceram os grandes répteis que habitavam o planeta há 200 milhões de anos.

Para reproduzir os dinossauros foram necessários 18 meses de trabalho envolvendo técnicos em efeitos especiais e mais de cem consultores especializados em paleontologia. O habitat dos animais, cenários naturais onde viveram, foram registrados em locais como a Austrália, Chile, Nova Zelândia e Tasmânia.

Dividido originalmente em seis episódios de meia hora cada, “No Tempo dos Dinossauros” tem no total 180 minutos de duração. Os segmentos formam blocos temáticos que cobrem as várias fases da permanência dos dinossauros no planeta, desde o aparecimento das primeiras espécies no final do período Triássico (220 milhões de anos) até o desaparecimento dos grandes carnívoros no final do Cretáceo (65 milhões de anos).

Para encaixar o documentário entre as atrações do Fantástico, a direção do programa dividiu os episódios em dois e colocou Hérson Capri na função de apresentador e narrador. Na tentativa de facilitar a compreensão do público e alavancar mais audiência, a emissora acabou sucateando o material que tinha em mãos — como faz, aliás, com boa parte das atrações estrangeiras.

Exibida pela primeira vez em outubro de 1999, na Inglaterra, a série foi sucesso de público, tendo atingido índices altíssimos. O pico de audiência foi 19 milhões de espectadores, quase um terço da população do país. No Brasil, antes de chegar à Rede Globo, foi exibida no canal Discovery em seu formato original, com narração de Kenneth Branagh e legendas. Mas, por se tratar de um canal de tevê por assinatura, não teve o mesmo impacto que em países como Inglaterra e Estados Unidos. Mesmo retalhada, a produção milionária merece ser vista. Túnel do Tempo

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