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Série
documental
Isto
É Real
Hermano Henning apresenta programa
de reportagens-relâmpago
Neuza
Sanches
| Divulgação |
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Henning: programa pede mais jornalismo |
A
televisão brasileira entra mais uma vez na onda dos telespectadores
norte-americanos, sedentos por cenas de catástrofes causadas
pela natureza, perseguições policiais e curiosidades
do mundo animal. Desde o sábado 6, os brasileiros podem assistir
a Isto É Real (sábados, SBT, 18 horas), programa
apresentado por Hermano Henning.
O
jornalista faz uma espécie de tour pelo planeta e traz reportagens-relâmpago
sobre um incêndio numa floresta da Califórnia numa
tarde nublada do outono, um homem que foi espancado dentro de um
carro, a história de um elefante asiático capaz de
pintar um quadro com aquarela e enganar os especialistas e ainda
mostra a perseguição da polícia americana a
um automóvel dirigido por ladrões de banco. E por
aí vai.
Programas
como esse são comuns nas emissoras de televisão da
terra do Tio Sam. Assim como nos canais pagos transmitidos para
a América do Sul. E fazem sucesso. Com essa nova empreitada,
a emissora de Silvio Santos quis enfrentar a líder de audiência
no horário. Em vão. As brigas entre Petruchio (Eduardo
Moscovis) e Catarina (Adriana Esteves) agradaram mais do que o programa
do SBT. O Cravo e a Rosa, de Walcyr Carrasco, ficou com média
de 29 pontos de audiência, enquanto o novo concorrente chafurdou
nos 5.
Isso
não quer dizer que o brasileiro feche os olhos para imagens
fortes ou histórias curiosas. Pelo contrário. A dose
talvez tenha sido exagerada. Em uma hora, mais de uma dezena de
casos foram apresentados, sem a preocupação de apresentar
detalhes jornalísticos sobre os casos registrados por cinegrafistas
profissionais ou não. Assim, Isto É Real descambou
num ritmo frenético, como as Vídeo Cassetadas
que Fausto Silva apresenta há mais de uma década.
E se distanciou da proposta original: fazer um programa jornalístico.
Receita, aliás, que ainda pode ser revista. Overdose de
imagens sem histórias
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