|

The
W
Integrantes
do Wu-Tang Clan se unem
novamente em sua corporação
Silvia
Ruiz
| Divulgação |
 |
| Clã
se reúne para dar suporte aos discos individuais dos integrantes
|
Quando
o Wu-Tang Clan lançou seu álbum de estréia,
em 1993, os grupos da costa leste dos Estados Unidos dominavam a
cena do rap com o chamado gangsta rap. Mas o trabalho mostrou que
os manos da costa leste começavam a entrar para
valer na briga pela conquista dos milhares de fiéis seguidores
do hip-hop, religião de boa parte dos jovens americanos.
Trabalho
de equipe foi a estratégia usada pelo líder do grupo,
RZA, para fazer do Wu-Tang uma espécie de corporação
musical capaz de se renovar a cada disco. Desde o início
do projeto do grupo, ele convenceu seus oito companheiros a se reunir
de tempos em tempos para lançar um disco coletivo e com isso
alavancar também discos individuais dos integrantes do clã.
Assim,
os discos do Wu-Tang Clan são um momento de experimentação
para esses rappers, que conseguem sempre se renovar. Com The W não
foi diferente. Apesar das participações especiais,
como de Snoop Dogg e do mestre do soul Isaac Hayes, que dão
variedade para os vocais, o resultado é um disco que tem
uma personalidade única, com batidas desconcertantes.
Mas
Wu-Tang Clan é muito mais que um grupo de rap. Com uma estratégia
de marketing de fazer inveja à Coca-Cola, a marca Wu saiu
do circuito underground e se tornou um nome que faz camisetas, videogames,
revistas de quadrinhos e filmes serem objetos de desejo dos fãs.
Em
pouco mais de oito anos, a banda do gueto de Staten Island, Nova
York, se tornou uma espécie de superempresa de entretenimento
que comercializa produtos com o nome Wu.
RZA
gosta de dizer que o Wu Tang Clan é uma espécie de
embrião de um projeto de dominação mundial.
Delírios à parte, o fato é que esses rapazes
mostram poder da cultura hip hop, que há muito extrapolou
a barreira da cultura. Trabalho de equipe
|