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Leandro
Lehart Solo
Pagodeiro
confirma vocação para o suingue
Ramiro
Zwetsch
| Divulgação |
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| Lehart:
muito mais do que o pagode comercial |
Desde
o lançamento do sucesso Agamamou, Leandro Lehart
e seu grupo Art Popular já davam sinais de boas intenções,
além da pretensão meramente comercial que impregna
pagodeiros. Com pegada samba rock, herdeira da batida de Jorge Benjor,
o grupo mostrou competência para oferecer algo mais.
Em
Leandro Lehart Solo, o líder do Art Popular confirma
sua vocação para o suingue. O disco, aliás,
tem uma sonoridade que pende muitas vezes mais para o soul do que
para o samba. O rótulo pagode não cabe
aqui. Leandro Lehart Solo nada tem a ver com o gênero
explorado por Negritude Jr., Molejo, Soweto ou Só Pra Contrariar.
Com
a produção do badalado Max de Castro (que está
produzindo o disco da ótima cantora Paula Lima e deve trabalhar
com Lobão em 2001), Leandro Lehart intercala baladas com
batidas mais suingadas. E é na segunda opção
que ele se sai melhor. As músicas lentas realçam a
interpretação bastante pessoal do cantor, mas acabam
se parecendo muito umas com as outras. E os arranjos mostram-se
açucarados demais na maioria delas, casos de Olhos
e Desamarrou.
As
melhores pedidas são mesmo as faixas sacudidas como Lero-Lero
e Esquenta Barracão essa, do grupo pernambucano
Sheik Tosado. Lehart e Max reverteram o arranjo pesado em mais um
samba rock em uma linha semelhante à de Agamamou.
É a melhor faixa do disco e sublinha o talento do líder
do Art Popular em embalar levadas dançantes.
Lehart
tem suingue, e isso está provado. Mas mesmo assim não
dá para entender sua insistência nas canções
românticas. É nessas faixas que ele perde seu diferencial
(a pegada pulsante) e supervaloriza letras cujos versos não
são lá muito inspirados. Na trave
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