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Biografia

15/01/2001

Muhammad Ali – O Rei do Mundo
Jornalista americano faz relato
emocionante sobre a vida do lutador

Francisco Viana

AP
Ali: golpes no ringue e no preconceito racial

Sua carreira ele construiu com golpes ousados. No ringue, dançava na frente do adversário, batia com velocidade e força superior à de um taco de beisebol. Na vida pública, tornou-se um modelo para geração dos anos 60, rompendo com o controle da máfia sobre o boxe e afrontando o racismo americano.

Assim, Cassius Clay, posteriormente rebatizado com o nome de Muhammad Ali, tornou-se o “rei do mundo”, como ele gostava de se autoproclamar, aos gritos, subindo nas cordas, rindo, e apontando para os cronistas esportivos. O lutador superou em fama e popularidade ícones do calibre de John Kennedy e John Lennon, Elvis Presley e Bob Dylan.

Muhammad Ali – O Rei do Mundo (Cia. das Letras, 360 págs., R$ 32) livro do jornalista David Remnick, editor da revista New Yorker, é mais do que um relato vibrante da ascensão desse invulgar herói americano. Quatro vezes campeão mundial de pesos-pesados e ainda hoje reverenciado, Ali só foi batido pelo imponderável — o mal de Parkinson.

Na essência, é uma metáfora de como um ídolo do esporte mostrou que podia existir um novo tipo de negro, capaz de flutuar acima dos estereótipos de uma sociedade vincada pelo preconceito e, também, ser um cidadão universal, engajado na construção de uma sociedade igualitária.

O relato das lutas contra Sonny Liston e Floyd Patterson, campeões mitológicos que ele surrou, é metáfora perfeita desse duelo vitorioso entre dois mundos antagônicos e escravizantes.

O primeiro, o colossal Liston, que ele venceu aos 22 anos, era conhecido como o negro mau, ex-presidiário, intimamente ligado ao crime organizado, beberrão e violento. O segundo fazia o papel de dublê do Pai Tomás, o negro-branco ou o “branco honorário”, de comportamento inatacável, “um arquétipo do pobre-diabo, um príncipe empobrecido”, na ácida definição de Norman Mailer. Ao derrotar os dois ele realizou um sonho: sagrou-se campeão do mundo, o que ambicionava desde os 12 anos de idade.

A luta com George Foreman, em 1974 no Zaire, talvez o maior desafio da vida de Ali, foi diferente. O “rei do mundo” estava em conflito aberto com os conservadores americanos pelo seu engajamento visceral com a Nação do Islã e pela obstinação com que apregoava não ter “rixa com os vietcongues”. Também, foi a época em que a doença que o afastaria do boxe passou a se insinuar e a aterrorizá-lo.

Essa é a grande, e inexplicável, lacuna da obra, mas que não chega a torná-la menos saborosa nem menos densa. Apenas deixa o leitor com uma certa frustração porque desde as primeiras linhas fica a impressão de se tratar de uma obra definitiva, a refletir no espelho da atualidade o belo, narcísico e revolucionário Ali Muhammad na completa dimensão da sua exuberância. Peso-pesado na vida

 

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