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Medicina
é tema de literatura
Neuza
Sanches
| Divulgação |
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Dois
temas fazem parte do menu de especialidades do brasileiro. Um deles
é o futebol. O outro, a medicina. Há sempre algum
palpiteiro de plantão que tem uma receita para amenizar qualquer
moléstia repentina. Isso talvez explique o fato de o brasileiro
entrar numa farmácia para fazer compras.
Para
saciar os leigos ávidos pelo tema, três livros relacionados
à medicina são boas opções. As Dez
Maiores Descobertas da Medicina (Companhia das Letras, 368 págs.,
R$ 29,00), de Meyer Friedman e Gerald W. Friedland, traz, sob a
ótica de dois médicos americanos, explicações
de como a ciência que estuda o corpo humano evoluiu.
É
claro que estão lá histórias conhecidas como
a de Alexander Fleming, um perito no tratamento da sífilis
na década de 1920, e a descoberta da penicilina. Há
ainda casos como, no século 17, o de William Harvey e suas
observações sobre as inchações de veias
e válvulas, que levaram-no a desconfiar que todo o sangue
das veias fluía para o coração.
Para
os que se interessam por crenças e idiossincrasias de cientistas,
Galeria de Curiosidades Médicas (Editora Record, 306
págs., R$ 32,00), do reumatologista londrino Jan Bondeson,
é uma obra sob medida. Pesquisas meticulosas relatam casos
comuns na Europa do século 16, como o da crença de
que bêbados podiam entrar em combustão espontânea
e ter seus corpos queimados até virar cinzas.
A
crença perdurou até há pouco mais de um século.
Há ainda Cinco Casos (Editora Rocco, 192 págs.,
R$ 21,00), de Michael Crichton, médico de Harvard, roteirista
de cinema e de televisão e que se consagrou com o sucesso
da série Plantão Médico. Ele descreve
casos verdadeiros, que aconteceram em hospitais nos anos 60.
A linguagem
médica é didática e fluente, mesmo porque o
autor dá o mesmo ritmo frenético de suas histórias
da série de televisão. Nas três opções,
o leigo em medicina poderá mergulhar em histórias
reais de uma ciência que está longe de ser exata. Mas
é a que pode salvar as nossas vidas.
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