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15/01/2001

Medicina é tema de literatura

Leia trecho dos livros
• As Dez Maiores Descobertas da Medicina
• Galeria de curiosidades médicas

 


Neuza Sanches

Divulgação

Dois temas fazem parte do menu de especialidades do brasileiro. Um deles é o futebol. O outro, a medicina. Há sempre algum palpiteiro de plantão que tem uma receita para amenizar qualquer moléstia repentina. Isso talvez explique o fato de o brasileiro entrar numa farmácia para fazer compras.

Para saciar os leigos ávidos pelo tema, três livros relacionados à medicina são boas opções. As Dez Maiores Descobertas da Medicina (Companhia das Letras, 368 págs., R$ 29,00), de Meyer Friedman e Gerald W. Friedland, traz, sob a ótica de dois médicos americanos, explicações de como a ciência que estuda o corpo humano evoluiu.

É claro que estão lá histórias conhecidas como a de Alexander Fleming, um perito no tratamento da sífilis na década de 1920, e a descoberta da penicilina. Há ainda casos como, no século 17, o de William Harvey e suas observações sobre as inchações de veias e válvulas, que levaram-no a desconfiar que todo o sangue das veias fluía para o coração.

Para os que se interessam por crenças e idiossincrasias de cientistas, Galeria de Curiosidades Médicas (Editora Record, 306 págs., R$ 32,00), do reumatologista londrino Jan Bondeson, é uma obra sob medida. Pesquisas meticulosas relatam casos comuns na Europa do século 16, como o da crença de que bêbados podiam entrar em combustão espontânea e ter seus corpos queimados até virar cinzas.

A crença perdurou até há pouco mais de um século. Há ainda Cinco Casos (Editora Rocco, 192 págs., R$ 21,00), de Michael Crichton, médico de Harvard, roteirista de cinema e de televisão e que se consagrou com o sucesso da série Plantão Médico. Ele descreve casos verdadeiros, que aconteceram em hospitais nos anos 60.

A linguagem médica é didática e fluente, mesmo porque o autor dá o mesmo ritmo frenético de suas histórias da série de televisão. Nas três opções, o leigo em medicina poderá mergulhar em histórias reais de uma ciência que está longe de ser exata. Mas é a que pode salvar as nossas vidas.

 

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