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Caixa
Preta
Livro revela a tragédia
de três acidentes aéreos brasileiros
Cassia
Dian
| Divulgação |
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Um
livro sobre acidentes aéreos que chocaram o País pode,
a princípio, parecer sensacionalista e dramático demais.
Mas a introdução da obra logo desmente a idéia
e impulsiona o leitor a entrar de cabeça na história.
Caixa
Preta (Editora Objetiva, 328 págs., R$ 29,90), do romancista
Ivan Santanna, conta a história verídica de
três vôos brasileiros que terminaram em tragédia:
RG-820, que pegou fogo minutos antes do pouso em Paris em 1973,
VP-375, seqüestrado em 1988 entre Belo Horizonte e o Rio de
Janeiro e RG-254, que caiu na selva amazônica em 1989.
A
riqueza de detalhes, a reprodução de diálogos
reais e a minuciosa explicação técnica dos
acidentes aproximam o livro da ficção e tornam a leitura
irresistível.
Santanna
explica na introdução da obra que o trabalho de pesquisa
durou três anos. Com informações obtidas junto
a parentes das vítimas, relatórios técnicos
das empresas e arquivos da imprensa, o autor conseguiu fazer reconstituições
completas dos acidentes.
Caixa
Preta narra os instantes que antecederam os vôos, revela
os momentos de pânico, traça perfis de personagens,
anônimos e famosos, como a atriz Regina Lecléry e o
senador Filinto Müller, que estavam no vôo RG- 820.
Ao
contrário do que aconteceria em uma obra de ficção,
Ivan, primeiro, conta ao leitor sobre os acidentes. Depois, começa
sua narrativa na hora em que os passageiros dirigiam-se aos aeroportos.
Durante a leitura descobrimos heróis, como a garimpeira Regina
Célia, que protegeu a filha tão firmemente, que a
criança saiu ilesa do acidente na Amazônia.
Por
fim, com a ajuda de ilustrações, Ivan passa a descrever
as explicações técnicas sobre as causas dos
acidentes. O escritor soube imprimir nas páginas a tensão
das pessoas diante da morte e transportar para o leitor os sentimentos
de angústia, coragem e esperança.
Realidade próxima da ficção
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