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15/01/2001

Cavalgada com o Diabo
Ang Lee dá sua versão sobre a Guerra Civil Americana

 Veja o trailer do filme
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Alessandro Giannini

Divulgação
Skeet Ulrich, Tobey Maguire e Jeffrey Wright: a Guerra de Secessão na visão dos “rebeldes”

Nascido e criado em Taiwan, o diretor Ang Lee mudou-se para os Estados Unidos em 1978. Desde que terminou a trilogia sobre o núcleo familiar e o pátrio poder reinantes em seu país, Lee se voltou exclusivamente para a sociedade anglo-saxônica, retratando o período romântico (Razão e Sensibilidade) e os anos da liberação sexual (Tempestade no Gelo). Em Cavalgada com o Diabo, cartaz nacional a partir de sexta-feira 12, ele enfoca a Guerra Civil, que dividiu o país em uma luta sangrenta no século 19.

Como os outros filmes “americanos” de Lee, Cavalgada com o Diabo também foi adaptado de um livro, o romance histórico Woe to Live On, de Daniel Woodrell. O diretor adota o ponto de vista de personagens do livro, jovens sulistas para quem a guerra não tem sentido. Embora não façam parte do exército confederado do sul, eles formam milícias e combatem os ianques do norte numa espécie de guerrilha. São os chamados “rebeldes”.

No coração dos Estados Unidos, na fronteira que divide o norte progressista liberal e o sul retrógrado e escravocrata, o filho de um imigrante alemão (Tobey Maguire) e o rico herdeiro de um grande proprietário de terras (Skeet Ulrich) se envolvem na luta depois que suas famílias são atacadas covardemente. Hábeis atiradores, eles se juntam aos rebeldes e passam a fazer emboscadas visando os soldados da União.

Junto com a milícia da qual fazem parte, viaja um ex-escravo (Jeffrey Wright) que acompanha o latifundiário. Esse homem, para quem a guerra também não tem sentido, acaba dividindo o grupo — formado inclusive por bandidos e saqueadores. Refugiados na fazenda de um amigo, os três amigos tentam reconstruir suas vidas e abandonar o passado.

Em Cavalgada com o Diabo, a tese do “olhar estrangeiro”, distanciado e original, não tem ressonância. Se é que Lee tem algum mérito como diretor nesse caso, foi o fato de não pintar a guerra que dividiu o país com meias tintas. Outro filme de 1999 do diretor, O Tigre e O Dragão, concorre a três prêmios do Globo de Ouro. Guerra Civil nua e crua

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