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Imprensa
Troféu
Limão 2000
Pelo
segundo ano consecutivo, jornalistas de todo o País elegem os personagens
mais azedos do ano
Gustavo
Maia
| Pedro
Agilson |
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| Caetano
Veloso abriu exceção a um único veículo |
Mesmo
sendo um ás no que diz respeito à sua pasta e, por
isso, um nome forte para a sucessão de Fernando Henrique
Cardoso em 2002, o ministro da Saúde, José Serra,
anda freqüentemente mal-humorado.
Há
três meses, ele convocou uma entrevista coletiva para falar
sobre um programa de combate à osteoporose no Brasil. Deixou
os repórteres esperando-o por uma hora. E, desta vez, Serra
não teve tempo de conferir o mau humor dos jornalistas.
Em
retaliação, todos os repórteres deixaram o
local antes de ele aparecer. Combinamos e fomos embora,
conta uma repórter de jornal. Ele sempre liga para
as chefias para reclamar das matérias e está sempre
atrasado. Marca a coletiva para as 15 horas e aparece às
17, conta outra profissional de um jornal paulista. Em
outra ocasião, Serra ficou incomodado com uma pergunta feita
por uma repórter iniciante. E registrou, a seu modo, que
ela havia sido imatura: Você não deveria estar
aqui no Congresso. Vou denunciar seu patrão por exploração
de trabalho infantil.
| Silvana
Garzaro |
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| Carolina
Ferraz: desmentido |
Por
conta desse comportamento intempestivo é que o presidente
do Senado, Antônio Carlos Magalhães, perdeu o trono
para José Serra. Pelo menos no quesito mau humor. Esse é
o resultado da pesquisa anual de Gente sobre as personalidades
nacionais que mais cultuam uma relação intempestiva
com a imprensa. No
ano passado, ACM foi o mais votado na área política
entre jornalistas de renomados veículos impressos. Serra
é o novo campeão.
Na
consulta para o Troféu Limão 2000, há queixas
sobre quase tudo: falta de paciência e de clareza em responder
aos repórteres e, em alguns casos, até tropeços
no quesito educação. Entre os mais votados estão
ícones da política, da economia, da cultura e do esporte
nacionais.
| Max
Pinto |
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| Serra:
respostas ásperas e atrasos nas entrevistas coletivas |
A
equipe de Fernando Henrique tem outro representante campeão.
É o ministro da Fazenda, Pedro Malan. O homem forte das finanças
é prolixo e fala quase sempre em economês. Quando
ele quer, consegue deixar todos sem entender, conta um editor
de jornal.
Tido
como um homem de poucos sorrisos, Malan chegou perto da conquista
em 1999, mas só atingiu o ápice agora. É a
prova de que ministro da Fazenda se explica melhor nos momentos
de crise, como durante a tempestade cambial de 1999, do que quando
a economia vai bem, o que o deixa mais à vontade para falar
difícil, para platéias mais técnicas. Malan
ocupa agora o lugar que, em 1999, pertenceu a seu ex-colega de equipe,
Luís Carlos Mendonça da Barros, ex-ministro das Comunicações.
| André
Dusek |
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Pedro Malan: anoeconomês exacerbado |
No
esporte, nem Marcelinho Carioca e muito menos Wanderley Luxemburgo.
O campeão de 2000 é Eurico Miranda, presidente do
Vasco da Gama. Eurico ganhou por unanimidade. Depois de considerar
ruins as reportagens publicadas por jornais do Rio de Janeiro, ele
proibiu há um mês a entrada dos responsáveis
pela cobertura jornalística do Vasco.
Um
dos casos que virou folclore no universo do jornalismo esportivo
este ano ocorreu com o cartola. Ao ser questionado sobre seu nome
estar envolvido nas transações de vendas de jogadores
investigadas pelas CPIs do Futebol, Eurico Miranda mandou ver: Não
é da sua conta. E encerrou a entrevista.
| Míriam
Monteiro |
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| Eurico
Miranda: sem papas na língua |
Na
área de cultura houve empate. Dividem o prêmio cítrico,
o cantor Caetano Veloso e a atriz Carolina Ferraz. Caetano é
vítima da competição entre órgãos
de comunicação. E ficou mal justamente por ter dado
uma entrevista exclusiva sobre seu novo disco Noites do Norte.
Ele disse para todo mundo que não falaria com ninguém,
conta um editor de Cultura. Uma semana depois, estava com
entrevista no site e foi ao programa do Jô.
Já
a atriz global se destacou por causa de seu comportamento em relação
ao fim do namoro com o ator Murilo Benício. Carolina primeiro
se separou, como admitiu em entrevista à Gente
sua mãe Giselda Ferraz. A amigas, reclamou do comportamento
do namorado, a quem considerou excessivamente ciumento. Mas, depois
da publicação da notícia em diversos órgãos
de imprensa, decidiu desmentir o rompimento e reapareceu calorosa
ao lado de Murilo Benício. Não acreditamos mais
no que ela fala, diz um repórter de um jornal popular
de São Paulo.
Quem
votou:
Rosane Oliveira Editora de Política
do jornal Zero Hora (RS) - Maria Isabel Hammes
Editora de Economia do jornal Zero Hora (RS) - Cláudia
Laitano Editora de Cultura do jornal Zero Hora (RS)
- Douglas Lobo Repórter de Política
do Diário do Nordeste (CE) - Anderson Sanches
Editor de Cultura do Diário do Nordeste (CE) - Luís
Costa Pinto Editor de Brasil da revista Época
- Cadão Volpato Subeditor de Cultura
da revista Época - Letícia Helena
Editora assistente de política do Jornal do Brasil (RJ) -
Hugo Braga Repórter de economia do
Jornal do Brasil (RJ) - Nelson de Sá
Editor da Ilustrada, caderno cultural da Folha de S. Paulo - Gustavo
Baene Repórter de Televisão do Diário
Popular (SP) - Edson Franco Editor do TV Folha,
caderno de tevê da Folha de S. Paulo - Valmir Storti
Editor do jornal esportivo Lance - Nelson Nunes
Editor de Esportes do Diário Popular (SP) - Paulo
Vinícius Coelho Editor Sênior da revista
Placar - Sílvio Scalione Subeditor de
esportes do jornal Estado de Minas - Márcio Markman
Editor de esportes do Diário de Pernambuco - Tânia
Monteiro Coordenadora de política da sucursal
de Brasília do jornal O Estado de S. Paulo - Vera Freire
Repórter de política de O Estado de S. Paulo
- Cleide Sanchez Rodriguez Chefe de reportagem
de economia de O Estado de S. Paulo - Cristiane Lucchesi
Repórter do jornal Valor Econômico - Celso
Fonseca Subeditor de Cultura da revista IstoÉ
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