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Sociedade
Travessuras
de uma menina rica
A atriz Patrícia de Sabrit rejeita o rótulo de “patricinha”, vai
à luta como atriz, vira estrela de novela da Record e tem uma coleção
de ex-namorados famosos
Edwin
Paladino
| Edu
Lopes |
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| Patrícia:
"Sou mão fechada" |
A atriz
Patrícia de Sabrit nasceu em berço esplêndido.
Filha do empresário francês Thierry de Sabrit e da
socialite Marina de Sabrit, cresceu rodeada de luxo na mansão
da família em São Paulo. Assim
como a mãe, figura badalada da noite paulistana, olha com
prazer para flashes e holofotes. Preferiu, porém, rejeitar
o rótulo de patricinha e tornou-se atriz.
Desde
meados de novembro, é a estrela da novela Vidas Cruzadas,
da Rede Record, na pele de Letícia uma garota rica abandonada
pela família que mora na Suíça. Não
sou patricinha, jamais compraria uma pochete de R$ 4 mil da Louis
Vuitton, diz ela, enquanto saboreia um prato de cereais e
suco de laranja servidos numa bandeja de prata pelo mordomo. Sou
mão fechada, garante.
O
cinema despertou a paixão de Patrícia pela interpretação.
Em 1982, com sete anos, assistiu oito vezes ao filme E.T.,
de Steven Spielberg, e se apaixonou pela personagem de Drew Barrimore,
a garota loirinha amiga do alienígena. Disse à
minha mãe que queria trabalhar como ela, lembra.
Com
15 anos seguiu para San Angelo, cidade do Texas, Estados Unidos,
onde morou por oito meses. Lá, dedicou-se às aulas
de teatro na escola e em seis meses encenava sua primeira peça.
Chegou à tevê em 1993, na novela Olho no Olho,
da Globo. Cinco anos depois, participou de Pérola Negra,
no SBT.
Nesta
época, com 23 anos, sentia-se pressionada a arranjar um marido,
embora não lhe cobrassem isso explicitamente. A maioria
das mulheres da minha família se casou com 21 anos, não
dava para ficar de fora, explica Patrícia. Estava
sozinha, e casar era uma prioridade na minha vida.
Não
trocou alianças com ninguém, mas começou um
romance com o piloto de Fórmula Indy, Tony Kanaan, que mora
em Miami. Com o fim de Pérola Negra, partiu para mais
uma temporada americana e foi morar na mesma cidade do namorado.
Ela estava tão determinada que no corredor de acesso
à pista dos aviões nem olhou para trás para
se despedir, conta Marina de Sabrit.
Patrícia
se matriculou no curso de Rádio e TV da Universidade de Miami
e fez ficha numa agência de atrizes. Meses depois descolou
uma ponta no filme Um Domingo Qualquer, de Oliver Stone,
como líder de um grupo de torcedoras de futebol americano.
Este ano, participou do vídeo clipe da música She
Bang do astro latino Rick Martin.
Você
acha que eu deixaria esta oportunidade passar? Ele é lindo,
charmoso e gentil, enumera. Durante as gravações,
ela conta que o cantor acariciou-lhe os braços numa madrugada
fria. Ele chegou perto e me esquentou.
O
período nos Estados Unidos, encerrado por causa do convite
da Record, rendeu a Patrícia alguns vícios de linguagem.
Apesar da ascendência francesa, costuma inserir na conversa
palavras em inglês. Conta
que foi uma sweet sixteen (debutante), no Texas, que fez
parte do casting (elenco) do clipe de Martin e que, em 1991,
namorou Luciano Huck porque ele tinha um goal!. Calma
leitor: o atual apresentador da Globo não era proprietário
do popular carro da Volkswagen, mas tinha objetivos profissionais
muito claros e uma personalidade determinada, o tal goal que fascinou
Patrícia.
Sempre
fui namoradeira, diz ela. Depois de Huck, Patrícia
teve um rápido affair (calma leitor: não é
mais uma herança da temporada americana da atriz, mas a palavra
francesa para designar caso amoroso) com o corredor Rubinho Barrichello.
Em seguida, Patrícia engatou um romance com o ator Felipe
Folgosi e namorou durante um ano o piloto Kanaan. O relacionamento
terminou em dezembro de 1999.
Atualmente,
está sozinha. Gosto muito de namorar, mas estou interessada
na minha carreira, avisa ela, que cortou os cabelos e os tingiu
de cor cobre. Os elogios, por enquanto, estão restritos aos
colegas de trabalho. Ela realmente brilha e tem carisma de
sobra, diz Fernando Ricoleta, diretor de elenco da Record.
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