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Ciência
MILTON
OSHIRO
Passo
para frente
Engenheiro criou palmilha elétrica que auxiliará deficientes de
paralisia parcial nas pernas a andar melhor
Gustavo
Maia
| Piti
Reali |
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| O
bioengenheiro exibe suas palmilhas: revolução |
O século
21 começará com boa notícia para as pessoas
que sofrem de paralisia parcial nas pernas decorrentes de derrames
e outras lesões cerebrais. A tala, conhecida popularmente
como goteira, que dava apoio e mantinha o pé do deficiente
no ângulo de 90º está com seus dias contados.
Uma palmilha elétrica fará essa função
com maior eficiência.
A invenção
é o resultado de três anos de experiências do
bioengenheiro da Associação de Assistência à
Criança Deficiente (AACD), Milton Oshiro, 46 anos. É
uma revolução para os pacientes que arrastam o pé,
por problemas neurológicos, revela Oshiro.
Munida
de uma pequena bateria, a palmilha libera descargas elétricas
quando o paciente apóia a sola no chão. Assim, agindo
como um neurônio, ela estimula o músculo responsável
por levantar o peito do pé, o que evita o arrastar
comum às pessoas que se utilizam das goteiras. Resultado
do investimento de R$ 300 mil, a palmilha deve chegar ao deficiente
por cerca de R$ 400.
O criador
da nova tecnologia é engenheiro formado pela Faculdade de
Engenharia Industrial de São Bernardo do Campo. Antes disso,
trabalhou 15 anos no setor de pesquisas do Incor, onde se especializou
em aparelhos hospitalares. Inventou outros aparelhos, como um encosto
anatômico para pessoas com problemas de coluna cervical. Mas,
a palmilha é sua obra-prima. Tanto que Oshiro faz planos
para 2001. Darei palestras aos médicos e fisioterapeutas
para mostrar como deve ser feita a adaptação da palmilha
nos pacientes, conta. Assim o tratamento será
completo.
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