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Capa
O
Michael Douglas brasileiro
Fábio Jr. revela que chegou a procurar um psiquiatra para saber
se era um viciado em sexo, mas agora, após lançar seu 18º disco,
diz que não sai mais à procura de mulheres. Nem por isso deixa de
trocar de namoradas
Rodrigo
Cardoso
| Piti
Reali |
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Fábio
Jr.: “Eu gosto demais de sexo. Pensei que estivesse maluco.
Mas não. Sou normal’’
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Até
bem pouco tempo atrás, a cena era comum nas festas organizadas
pela família Ayrosa Galvão. Nilva, a matriarca da
família, de 71 anos, cumprimentava a todos com a maior desenvoltura.
Até
a hora em que Fábio, o segundo de seus três filhos,
surgia de mão dada com uma moçoila pra lá de
simpática.
Imediatamente
Nilva saía à procura de algum parente e perguntava:
Essa aí eu já conheço? Qual o nome dela?.
Não,
Nilva não sofre de nenhum tipo de amnésia. O problema
está na paixão que o filho dela, popularmente conhecido
como Fábio Jr., cultiva pelo sexo feminino. De três
anos para cá ele viveu como na adolescência, trocando
de namorada a toda hora, diz a mãe.
Aos
47 anos, misto de cantor, ator e apresentador, Fábio Jr.
recebeu Gente em sua residência, que fica num
luxuoso condomínio em Alphaville, em São Paulo. Em
um bate-papo dividido em duas sessões, fato inédito
na vida dele, falou sobre carreira, família e revelou ter
procurado um psiquiatra para saber se a admiração
profunda que sente pelas mulheres representava um desvio de
comportamento.
Meu
fiiiiilho, eu gosto demais de sexo!, disse Fábio Jr.,
sentado no canto esquerdo do sofá da sala seu lugar
preferido. Tive um papo informal com um psiquiatra amigo meu.
Pensei que estivesse maluco. Queria saber se estava fora do padrão
de comportamento da maioria..
Fábio
deixou essa consulta improvisada ciente de que não estava
doido e que não era um compulsivo sexual. Assim, a paixão
pelo sexo oposto segue indelével. Quando Fábio
quer sair com uma mulher, ela pode ser um estrebucho, que ele sai.
Ele é maluco por sexo!, explica um amigo.
INICIAÇÃO SEXUAL Fábio diz que sempre
teve sorte com as mulheres. Ainda pequeno, o garoto que tinha vergonha
de vestir calção por causa das pernas finas ganhava
lenços com as iniciais de seu nome, cinzeiros e outros objetos
de admiradoras. Pouco tempo depois, quando trabalhava na banca de
jornais do pai, arrastava para atrás do balcão
as meninas que estudavam numa escola de madres nas redondezas.
A
iniciação sexual, porém, foi com uma mulher
de vinte e poucos anos, quando Fábio estava com 14. Daí
para frente muitas mulheres, paixões e histórias de
amor pontuaram a trajetória desse paulistano, que é
considerado um dos maiores galãs da tevê brasileira.
Certa
vez, num fim de semana em que passamos juntos num sítio,
começamos a conversar às oito da noite e terminamos
às três da madrugada. E ele só falava de mulher,
conta o amigo José Paulo Vallone, diretor de negócios
internacionais da Globo. Fábio é mulherengo,
define a mãe, Nilva.
Irritada
com essa fama do filho, Nilva relutou em conhecer Tereza, a primeira
esposa de Fábio, com quem ficou casado no início dos
anos 70. Não quero mais saber. Toda vez você
fala: É essa. Aí, você me apresenta,
eu começo a gostar da garota, mas você sai fora,
disse-lhe a mãe.
Fábio,
no entanto, manteve o namoro e, um belo dia, reuniu a família
na sala de jantar de casa para anunciar: Ó, vou ficar
noivo amanhã à noite. Quem vai à festa? É
uma boa oportunidade para vocês a conhecerem. Tereza
e Nilva tornaram-se amigas. Só que Fábio, como previa
a mãe, saiu fora dois anos e meio depois.
FANTASIA
SEXUAL A atriz Guilhermina Guinle, 25 anos, a quarta e última
esposa oficial de Fábio, sabe muito bem o que Nilva quer
dizer. Quando começamos a ficar juntos, os amigos dele
fizeram um bolão para adivinhar quanto tempo eu ia durar,
diz. O Fábio é assim: ele cisma que a fulana
é a mulher da vida dele, faz uma música para ela e,
quinze minutos depois, já enjoou. No caso de Guilhermina,
nenhum dos amigos ganhou o bolão. Os dois se apaixonaram,
casaram e viveram juntos durante quatro anos.
De
fato, Fábio não mede esforços no ato da conquista.
Ele, que certa vez encheu uma Kombi com flores e mandou entregar
à amada, não se intimida em dizer que já teve
casos com fãs.
E quanto
às fantasias sexuais realizadas com as namoradas? Aí,
o galã se cala, pensa por longos segundos e abre um sorriso
de canto de boca antes de resolver falar: Estou tentando lembrar
se o prefixo do avião era PP, PT ou P não sei o quê
(risos), conta ele. É bom demais! Todo mundo
dormindo, aí você faz um sinal e chama para o cantinho.
Fábio
não se considera viciado em sexo. No entanto, avisa que a
parceira tem de gostar bastante. Teve uma que, quando eu disse
que ia viajar para fazer um show, ela falou: Que bom! Vai
me dar uma folga!
Essa
uma é justamente a ex-mulher Guilhermina Guinle.
A atriz, que neste ano estará numa comédia de costumes
do SBT, diz que Fábio a procurava na cama todo santo
dia. O próprio Fábio ficava surpreso.
Nunca, antes, essa freqüência se repetia com a mesma
mulher, conta ela.
De
acordo com o psiquiatra Sérgio Campanella, supervisor de
psicoterapia do Projeto Sexualidade (Prosex) do Hospital das Clínicas,
em São Paulo, a média de relações sexuais
do brasileiro é de duas por semana. O problema do sexo
excessivo, no entanto, só existe quando o praticante se sente
insatisfeito, diz Campanella. Se o Fábio consegue
manter uma freqüência maior e isso não atrapalha
em nada sua rotina, que ótimo!
Fábio
foge do rótulo de bom de cama. Guilhermina, porém,
tem outra opinião. Ele supera o Michael Douglas.
Filho de Kirk Douglas e protagonista dos filmes Instinto Selvagem
e Atração Fatal, o ator americano Michael
Douglas internou-se durante um mês numa clínica para
viciados em sexo, no início dos anos 90. Homens não
são a grande clientela dos terapeutas.
O
mais comum são as esposas reclamarem da freqüência
do parceiro, diz o psiquiatra Luiz Cushnir, do Instituto de
Psiquiatria do Hospital das Clínicas. O fato de o Fábio
ter se aberto com um especialista é raro. O excesso de sexo
é valorizado, vira um distintivo, uma medalha de honra. Por
isso, o homem acaba não se questionando.
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