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Negócios
ÂNGELO
SALTON NETO
O borbulhante salto de Salton
Maior produtor de espumante com capital nacional festeja crescimento
de 10% e investe para dobrar de tamanho
Gustavo
Maia
| André
Moura |
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Ângelo Salton Neto deve fechar 2000 com 10,5 milhões de garrafas
vendidas |
Quando
Don Perignon inventou o espumante na região francesa de Champagne
no século XIX, não tinha idéia de que ele se
tornaria o motivo da existência de uma família de imigrantes
italianos que fincaria suas raízes no sul do Brasil. A bebida
se tornou um marco na vida do paulistano Ângelo Salton Neto,
48 anos.
Presidente
da Vinhos Salton, maior produtor da bebida com capital nacional,
ele garante que o espumante verde-amarelo conquistou o paladar dos
brasileiros. Estimamos a venda de 10,5 milhões de garrafas,
um aumento de 10% em relação à virada do ano
passado, revela.
Salton
Neto não faz exercício de futurologia. Para dar esse
salto nas vendas, ele adquiriu tecnologia de ponta, semelhante à
das empresas estrangeiras. Salton constrói ainda uma nova
vinícola, que processará 30 milhões de quilos
de uvas anualmente, quase o dobro da produção atual.
Eles
têm um padrão refinado, diz Artur de Azevedo,
presidente da Associação Brasileira dos Sommeliers,
que reúne os maiores especialistas em vinhos e espumantes.
Tudo
para que o brasileiro, que hoje consome uma taça por ano,
passe a olhar para um espumante como olha para um copo de cerveja.
Quero que as pessoas bebam o espumante em outras ocasiões
além do Natal e do réveillon, diz Salton.
Pai
de três filhos, Salton mantém as tradições
familiares da época em que a empresa foi fundada, em 1910.
Lembro dos meus avós pisando as uvas para fazer o vinho,
diz Salton, que deu início à formação
de um museu onde expõe equipamentos antigos de produção
dos primeiros vinhos nacionais em escala. Manter as tradições
é um dos segredos do sucesso.
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