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Música
20
estrelas para 2001
Paula Lima
Ex-funcionária pública, a cantora lança disco solo e promete ser
a nova diva negra brasileira
Marianne
Piemonte
| Leandro
Pimentel |
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| Ela
tem uma grande voz e tudo para estourar, segundo Ed Motta |
Depois
de Elza Soares, Lady Zu e Alcione, surge um novo nome para revitalizar
o olimpo das divas negras brasileiras. Há oito anos, Paula Lima
faz participações em bandas alternativas e passou a ser reconhecida
nacionalmente com a regravação de “Guarda Chuva”, de Jorge Ben,
com o grupo Funk Como Le Gusta.
Em
março de 2001, lança seu primeiro trabalho solo. Entre os convidados
para o disco de estréia está Ed Motta, o soul man brasileiro. “Acompanho
o trabalho da Paula de longa data. Ela tem uma grande voz e tudo
para estourar”, diz ele.
O
estilo de Paula é um misto de funk, samba, jazz e ritmos latinos.
Na era de louras de shortinhos e coreografias apimentadas, ela marca
presença com a força da voz. Entre as musas inspiradoras, ícones
da black music como Ella Fitzgerald e Chaka Khan.
Filha
de um metalúrgico e de uma professora, sempre contou com o apoio
da família para seguir a carreira artística. “Só me pediram para
terminar a faculdade”, diz ela.
Com
30 anos e bacharel em direito, durante cinco anos foi funcionária
pública. “Trabalhava de dia como escrevente no Tribunal de Justiça
e à noite ia cantar”, diz. Ao lado de Chico Buarque, canta na trilha
sonora do filme Amores Possíveis, de Sandra Werneck, que
estréia em fevereiro.
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