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Personalidade do ano 2000
Marta Suplicy - continuação

Os primeiros 100 dias serão difíceis. Vai dar para o paulistano notar alguma diferença?
Sentirá que a cidade tem comando. Ninguém está esperando milagre, mas querem a presença de uma autoridade empenhada em resolver problemas. Se vai demorar um ano ou dois até os resultados, eu não sei. Mas as pessoas vão ficar mais esperançosas de perceber que existe alguém dedicada ao serviço público com o coração e a alma.

A psicóloga teve 3,2 milhões de votos que a elegeram prefeita da quarta maior cidade do mundo. Como deputada, fez lei que garante a participação da mulher em 20% das vagas dos partidos. Está casada há 36 anos com o senador Eduardo Suplicy, tem 3 filhos, veste-se com elegância e personifica um novo modelo de feminismo

Sua campanha foi voltada para os problemas da periferia. Mas as classes altas também votaram na senhora. Fará alguma coisa para as classes média e alta?
Quero levar lazer, esporte, opção de cultura para o jovem da periferia, para que ele não venha a se tornar um marginal que vai assaltá-lo no semáforo. E a classe média está de acordo com essa medida. Na parte da limpeza, quem mais sentirá a mudança, será a classe média. As pracinhas que precisam ser limpas estão no bairro de classe média, não na periferia.

A senhora teme problemas com o PT como teve a ex-prefeita Luiza Erundina?
Posso ser até um pouco pretensiosa, mas digo que fui bastante habilidosa na escolha de meu secretariado, por exemplo. O meu partido está absolutamente representado. Não temo represália. O que pode acontecer é um ou outro vereador não nomeado achar que deveria assumir alguma secretaria. Mas para poder compor dessa forma não pude privilegiá-los. Eles foram muito bem votados e serão mais úteis na Câmara.

Fotos: Alan Rodrigues
“É provável que daqui a quatro anos eu queira ficar mais quatro. Para acabar o que eu vou começar’’

Hoje, Marta Suplicy é um nome forte para concorrer à Presidência da República. A senhora pensa nisso?
Acho que a dimensão da votação me deu uma responsabilidade fora do normal. Estou tão fascinada em cuidar de São Paulo que não vejo a menor possibilidade de concorrer à Presidência. Quero cumprir o mandato inteiro. Existem outros pretendentes, como o meu marido. Eu não. Fui eleita para quatro anos de trabalho duro. É provável que daqui a quatro anos eu queira ficar mais quatro. Para acabar o que eu vou começar.

Acha que a Hillary Clinton é um exemplo para as mulheres?
Ela é muito interessante pois mostrou muita garra e objetividade para conquistar o que queria. O valor dela está na força de vontade em suportar as dificuldades. Mas uma coisa que me deu muito prazer na época da candidatura ao governo, foi a filha do vice, Nilton Lima, a Bruna. Ela tinha nove anos, chegou para mim e disse. “Quando eu crescer vou querer ser governadora.” Isso foi o máximo.

Edu Lopes
“As pessoas vão ficar mais esperançosas de perceber que existe alguém dedicada ao serviço público com o coração e a alma’’

A senhora se acha um exemplo para as próximas gerações?
Quando eu tinha nove anos, nunca imaginaria essa possibilidade. As meninas não pensavam em entrar para a política. Na campanha nasceu um novo modelo de mulher. Meninas de sete, nove anos, queriam ser a Tiazinha, a Feiticeira, a Carla Perez ou a Xuxa. Isso era visto como uma alternativa ao estudo. Isso me entristecia muito porque – não entrando no mérito de nenhuma delas, já que foi a alternativa que elas arrumaram na vida – não estimula a menina a estudar, se profissionalizar. Eu vi que a minha entrada na política propiciou um outro modelo. O de quem tem que fazer as coisas certas e ter uma boa avaliação.

A primeira-dama sempre tem um papel social no governo. Mas seu marido é senador.
Para que precisa existir esse tipo de cargo? Isso existia quando o poder político era ocupado pelo homem e a mulher não tinha profissão. Não existe mais.

Durante os próximos quatro anos, existe a possibilidade de a senhora se tornar avó. Como encara o fato?
Adoraria. É meu sonho, estou só esperando um dos filhos tomar a atitude.

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