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A história fascinante de Santos-Dumont contada em dois livros

Francisco Viana

Reprodução
"Le Petit Santos": 1,60 de altura

“O homem voa?” O menino Santos-Dumont, sempre que ouvia a pergunta, levantava o dedo bem alto, em sinal de absoluta convicção e, ignorando
o sorriso zombeteiro dos colegas, dizia que sim.

Todos protestavam querendo puni-lo de acordo com as regras do inocente jogo passarinho-voa, mas ele se recusava, de forma enérgica, a submeter-se a qualquer castigo. Era assim no início.

Na fazenda de café da família, em Ribeirão Preto, o sonho e a determinação de conquistar o ar ganhava forma nas brincadeiras de infância ou nos pequenos balões de papel de seda das festas juninas e nos aviõezinhos de bambu, movidos a elástico.

Reprodução
Santos jantava em mesas como esta: nas alturas

Na Paris da Belle Époque, onde foi viver aos 18 anos, a fantasia de voar, inspirada nos romances de Júlio Verne, foi pouco a pouco cedendo lugar à realidade. Em especial com os dirigíveis amarelos que se tornaram tão familiares aos parisienses quanto o dandismo do seu ousado criador.

Então, um jovem de “excentricidade cativante”, 1,60 metro de altura e 50 quilos de peso, que parecia saído de um poema de Baudelaire para ditar moda. Nos almoços no Maxim’s ou nas recepções dos ricos e famosos, inclusive os Rothschild, seus colarinhos altos e sua capa de ópera forrada de seda faziam tanto sucesso quanto os ternos bem talhados, os chapéus-panamá, o magnífico bigode e cabelos lustrosos partidos ao meio.

Reprodução
O motor a gasolina usado por Santos: suicídio

Em sua homenagem, o joalheiro Louis Cartier criou o primeiro relógio de pulso. E graças a Santos-Dumont o novo estilo decolou.

A fascinante história desse Ícaro moderno, que contornou a Torre Eiffel de dirigível no distante 1901 e cinco anos mais tarde estabeleceu o primeiro recorde da aviação no mundo, é contada em dois excelentes livros.

Um é O homem voa, de autoria da jornalista inglesa Nancy Winter, que seduz pela leveza de estilo. O segundo, O que eu vi. O que nós veremos, é uma espécie de diário da lavra do próprio Dumont, relatando a experiência com seus balões dirigíveis, com o 14 Bis e o Demoiselle, seu avião de maior êxito.

Juntos, falam da glória e tragédia de um brasileiro, que suicidou-se três dias após seu 59o aniversário em 1932, depressivo e após observar aviões militares da Revolução Constitucionalista jogarem bombas no Rio. Santos-Dumont foi tão famoso quanto os pioneiros das viagens espaciais. São livros para ler na praia neste verão, mas isto em nada diminui a atualidade e seus ensinamentos.

Como assinalou Gilberto Freyre, o mito de Alberto Santos-Dumont tornou-se, como nenhum outro no Brasil do começo do século 20, parte de uma expectativa que continua viva e se projeta para o decorrer do século 21: a expectativa de que o País se afirme pela capacidade de crescer pelos próprios méritos, de produzir idéias, tecnologia e inovar.

Reprodução
O relógio de pulso, criado pelo amigo
Louis Cartier para permitir que Santos marcasse o tempo de vôo enquanto
pilotava seu aeroplano
A bordo do 14-bis, sua aeronave mais famosa

 

 

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