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Victorio Truffi, 87 anos

O número 1 no balão
Ele entrou para a história da aeronáutica como o primeiro homem a pilotar um balão na América do Sul e guarda até hoje o aparelho usado no programa A Turma do Balão Mágico

Cesar Guerrero

Beto Tchernobilsky
 
  Victorio fez mais de três mil horas de vôo

Na manhã do dia 25 de outubro de 1970, um domingo ensolarado no interior paulista, um balão azul com 35 metros de diâmetro rasgou o céu de Araraquara.

A bordo da pequena cesta de vime, um homem de 57 anos aproveitava cada segundo da aventura.Victorio Truffi subiu a 500 metros de altura e sobrevoou a cidade durante alguns minutos. “Eu me deixei levar pela brisa”, lembra.

No chão, os moradores pareciam não acreditar no que estavam vendo. A façanha ofuscou a partida de futebol realizada na mesma tarde entre o São Paulo e o time local, a Ferroviária. Foi o assunto do ano na região e o primeiro vôo de balão realizado na América do Sul. “Ainda bem que não aconteceu nenhum acidente. Eu não quebrei nenhum telhado”, diz Victório.

Arquivo Pessoal
Em 1977, dois de seus alunos chegaram a se casar dentro da cesta de um balão

Depois do primeiro vôo, Victorio dedicou-se exclusivamente aos balões. Construiu 16, a maior frota particular do planeta, e acumulou três mil horas de vôo.

Transformou o sítio onde mora, em Cotia, na Grande São Paulo, num clube de balonismo. “Eu tinha permissão do Ministério da Aeronáutica para ensinar os primeiros pilotos do País”, conta.

Entre seus pupilos da época estava Rubens Kalousdian, o atual pentacampeão brasileiro da modalidade. Além de ensinar pilotagem, Victorio teve participação importante no programa infantil A Turma do Balão Mágico.

Era ele quem levava Simony e companhia no passeio de Balão que abria o programa. “Eu tenho esse balão até hoje”, diz. Na época, em 1981, a apresentadora tinha apenas cinco anos.

Arquivo Pessoal
Com Jânio Quadros, então deputado estadual: "Ele era falastrão e ficou meu amigo"

HISTÓRIAS DE SANTOS DUMONT Victorio escolheu Araraquara para seu vôo inaugural, porque cresceu na cidade. Foi lá que aprendeu a gostar de balões. Ele morava com a família em uma casa de cinco cômodos.

Seu pai, Henrique, era descendente de italianos e tinha uma pequena fábrica de cerveja. Trabalhava duro para sustentar os 12 filhos e a mulher.

Aos sete anos, Victorio só pensava em soltar balões de São João. “Eu queria voar”, lembra. O menino ficava maravilhado com as histórias que ouvia sobre Santos Dumont e outros inventores. Mas como tinha de trabalhar para ajudar a família, o sonho foi ficando cada vez mais distante.

Arquivo Pessoal
Em 1981, em A Turma do Balão Mágico

Victorio parou de estudar ainda no ensino fundamental, pois precisava trabalhar. Foi entregador de jornais e operário de uma torrefação de café.

No início da década de 1930, tentou ser jogador de futebol. Passou por times importantes como o extinto Paulista e a Portuguesa de Desportos. “Naquela época futebol não dava dinheiro”, diz.

A família se mudou para São Paulo e Victorio decidiu iniciar um negócio próprio. Começou a vender rádios de porta em porta. Em pouco tempo Victorio economizou o suficiente para alugar uma loja na avenida Ipiranga, no centro da cidade.

Com o início da Segunda Guerra Mundial, em 1939, os negócios ganharam impulso. “Todos queriam saber as notícias da guerra e o rádio era a melhor opção”, recorda.

No período do pós-guerra, Victorio começou a oferecer assistência técnica. Ele consertava pessoalmente os aparelhos. Foi assim que conheceu o presidente Jânio Quadros. “Ele era falastrão e ficou meu amigo”, recorda. Os dois iam juntos ao bar que ficava ao lado da loja.

“Entre um gole e outro ele falava em se candidatar”, relata Victorio. “Dizia que com um pouco de dinheiro seria fácil ganhar a eleição para vereador.” A amizade entre os dois só terminou em 1953, quando Jânio se elegeu prefeito de São Paulo. “Ele ficou muito importante e não tinha tempo para me visitar”, diz.

A essa altura a pequena loja de Victorio havia se transformado em uma fábrica de antenas para rádios. “Eu fabriquei o primeiro modelo nacional de antena embutida”, lembra. “Todo mundo queria ter um carro equipado com um rádio e uma antena Truffi”, orgulha-se.

A empresa chegou a ter 800 funcionários. Victorio ajudava a família e ainda levava uma vida confortável com viagens constantes ao exterior. “A fábrica de antenas foi o passaporte para o sonho de infância”, diz Victorio.

 


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