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Sucesso
O
jeito moleque de Luana Piovani
Destaque na mídia mesmo fora do Brasil e da Globo, a atriz
de 24 anos diz que se mudou para Nova York para poder se sentir
jovem, fala do ciúme de Rodrigo Santoro e conta que ainda ganha
presente de Dia das Crianças
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TRECHOS DA ENTREVISTA ------------------------------------------------------------- |
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Daniela
Mendes e Edwin Paladino
| Edu
Lopes |
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| A
modelo diz que sempre foi um moleque |
Luana
Piovani abre a porta do apartamento da mãe num bairro dos
jardins, em São Paulo. De vestidinho vermelho e cabelo preso
por causa do calor, surge com um largo sorriso, daqueles de iluminar
o rosto. Os olhos claros adornam os traços suaves e lhe dão
um ar angelical.
Com
1,78m de altura e menos de 60 quilos, ela consegue ser magra e ao
mesmo tempo ter as curvas necessárias para agradar os homens
e despertar admiração nas mulheres.
Nos
primeiros minutos de conversa, percebe-se que não faz o tipo
fatal que, quando quer, sabe mostrar diante das câmeras. Por
trás do mulherão, Luana é uma moleca de 24
anos e não esconde isso de ninguém.
Sou
um Tom Boy, como falam nos Estados Unidos, diz ela. Sempre
fui um moleque. Quando ia a churrascos com meus pais, as minhas
amiguinhas do colégio ficavam sentadas ao lado das mães
enquanto eu me juntava aos meninos para descer a rampa de skate.
Saía com os joelhos ralados e a roupa preta, lembra
a atriz.
Ela
nasceu em São Paulo, mas até o início da adolescência
morou em Jaboticabal, interior do Estado. Mudou-se com a família
para São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, e
depois para a capital paulista. Aos 17 anos, quando a carreira de
atriz decolou, fixou-se, sozinha, no Rio de Janeiro.
Em
junho, fincou pé em Nova York para estudar teatro com John
Strasberg, filho de Lee Strasberg, fundador da Actor´s Studio,
a lendária escola de teatro por onde passaram Marlon Brando
e James Dean. Da Big Apple, com a ajuda de uma equipe de quatro
pessoas, ela apresenta desde outubro o programa semanal Tudo-de-Bom,
na MTV, no qual circula pelos eventos da cidade e entrevista personalidades,
a maioria brasileiros.
De
casa, com um computador portátil, abastece, com fotos e mensagens,
seu site abrigado no portal Terra. Consegue, assim e com certeiras
jogadas de marketing, como a de seu calendário lançado
há dois meses, permanecer na mídia mesmo estando fora
das novelas da Rede Globo desde setembro de 1999. Longe do País,
Luana nunca esteve tão perto.
| Edu
Lopes |
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| Luana:
“Nada nem ninguém tira minha liberdade, pago as minhas contas” |
Vocês
se importam se eu der uma deitadinha?, pergunta Luana. Estou
cansada, fui a uma festa ontem e fui dormir às 5h da manhã.
Não há olheiras que denunciem a noitada. Ela estende-se
no sofá e, como se estivesse num divã, discorre sobre
seu momento de vida durante uma hora e meia. Hoje estou a
fim de falar, diz.
Modelo
desde os 14 anos, Luana teve sua primeira chance como atriz na minissérie
Sex Appeal da Globo, em 1992. Derrotou 400 candidatas nos testes
e levou o papel. A vocação para o palco, porém,
parece inata. Manifesta-se nos freqüentes gestos largos e teatrais.
Ela pontua a conversa com expressões como ahhhh, ohhhh e
ummmm e, quando quer enfatizar algo, arregala os olhos verdes.
LAVO
MINHA ROUPA Aqui no Brasil tinha uma vida muito difícil
e muito fácil ao mesmo tempo. Tem secretária, empresário,
mãe, pai, advogado. Com uma reclamação as coisas
se resolvem porque sou formadora de opinião. Em Nova York
não sou ninguém, não tenho privilégios,
lavo minha roupa. Eu precisava ter 24 anos, ser uma jovem normal
e pegar fila, explica Luana.
Mesmo
assim, ainda está inconformada com o fato de ter demorado
dois meses para receber os móveis comprados para o apartamento
de um quarto que adquiriu em Midtown. Aqui você briga
e funciona. Liga e fala assim: Olha aqui, o que vocês
estão pensando, paguei à vista, se isso não
chegar agora vou fazer um escândalo e tudo se resolve,
diz, simulando a situação ao telefone. Lá
eles falam: sinto muito e ponto. É muito frustrante.
próxima>>
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