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Samuel Rosa

“O Skank é muito jeca”
O vocalista da banda mineira rejeita visual transgressor de roqueiro e afirma que o Skank tirou a muleta de quem se diz fracassado porque é de Minas

Rodrigo Cardoso

Piti Reali
 
 

“A Xuxa perguntar para um artista como foi a primeira vez dele, às 16h30, é propaganda de sexo. Não que eu seja moralista”

Faz dez anos que o mineiro Samuel Rosa formou-se psicólogo pela Universidade Federal de Minas Gerais. Faz vinte, que ele viu o sonho de se transformar em um craque do futebol ir por terra, depois de ser preterido em uma seleção de jogadores do Clube Atlético Mineiro.

Filho de uma dona-de-casa e de um psicólogo de Itabira, interior de Minas, hoje ele colhe as glórias como vocalista do Skank, uma das bandas de maior projeção na última década, com 4,7 milhões de cópias vendidas em cinco álbuns.

Aos 34 anos, casado e pai de Juliano, de 2 anos, Samuel montou com a irmã uma editora, a Samusic, que cuida de direitos autorais, e iniciou uma campanha para ajudar menores carentes em Belo Horizonte. No momento, educar cinco mil crianças é a meta de Samuel.

Você deu trabalho para seus pais?
Tenho os cotovelos costurados, tomei pontos na parte interna do joelho, entrei em pára-choque de ônibus e fui atropelado. Já bati com a cabeça no chão. Quem sabe por isso não estamos tendo esse papo.

Como foi educado?
Meus pais adotaram uma linha moderada. Nem batizado eu sou. Meus colegas falavam: “Ah, você não é batizado, então não se chama Samuel. Você não existe!”.

É religioso?
Lá em casa nunca teve essa coisa de fé. Meu lado espiritual é meio jogado de lado, mas ando pensando no budismo. Não vivo só do lado racional. Tem outras forças que regem o ser humano e a natureza.

Seu nome tem alguma história?
Meu pai fala de um jogador do América mineiro dos anos 60, um tal de Samuel, que era bom. Mas a vida inteira me perguntaram se sou judeu. Meu sogro, antes de me casar, perguntou: “Você é judeu?”. Falei: “Algum tipo de preconceito?”. E ele: “Não, não”. Mas insistiu: “Sua família é de onde?”. Falei que era de Itabira. E ele: “Pois é. Mas Rosa? Esse negócio de nome de flor... dizem que é cristão novo”. Parecia a inquisição.

Você foi namorador?
Não. Tinha um problema sério: a timidez. E outro: demorei a crescer. Não me achava um cara feio. Era bonitinho. Mas as meninas espicharam e eu fiquei baixinho, com cara de moleque. Foi o grande complexo que tive.

E o que fazia para provar que não era só bonitinho?
Falava: “Olha, tenho uma guitarra e canto”. Era meu artifício para chamar a atenção. Senão era muito apagadinho. Não causava o menor impacto!

Isso o privou de algo?
Os garotos entravam nos cinemas e assistiam pornochanchadas e em botecos para beber cerveja. Eu não ia porque tinha complexo de ouvir: “Cadê sua carteira de identidade?”.

Como foi seu primeiro namoro?
Aos 16 anos tive minha primeira namorada de pegar na mão e dar beijinho na boca. Eu não era capaz de me declarar, mas as amigas delas diziam que meu olho brilhava. Pensava: “Pô, que droga é essa de olho brilhar? Como vocês sabem?”. Namoramos pouco tempo. Aliás, eu era mais baixo do que ela!

Algum apelido na adolescência?
Por ser pequenininho e parecer um bonequinho me chamavam de Playmobil. Minha professora de biologia me chamava de Speed Racer (desenho japonês de sucesso nos anos 80, cujo herói era um piloto de corrida).

Sempre curtiu futebol?
Muito da minha formação pessoal veio do Mineirão. É um outro universo. Você está autorizado a agredir outra pessoa que não esteja com a mesma camisa que a sua e abraçar o cara do lado. O futebol é catártico, como acho que era o Coliseu na Roma antiga.

Tentou ser jogador?
Essa é a parte negra da minha vida. Tentei jogar no Atlético Mineiro, aos 14 anos, mas fui dispensado. Aí, pensei: “Tudo bem, vai. Era o Atlético mesmo”.

Você conhece o Felipão (técnico do Cruzeiro)?
Depois que ele desistiu de treinar a seleção para ficar no Cruzeiro, quis conhcê-lo. Fiz uma foto do meu filho ao lado dele. Meu filho não conhece jogador nenhum, mas quando vê o Felipão, grita: “Pipão, pipão!”. Demais!

Qual era a relação do Skank com o Clube da Esquina?
Nenhuma. A música do Clube virou a música oficial de Minas. Então, todos que faziam rock, reggae receavam assumir uma identidade mineira para não serem confundidos com o Clube. Por isso, nos 80, década do rock, nenhuma banda mineira vingou.

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