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Samba
Quinteto
em Branco e Preto
Grupo
resgata o samba de raiz em Riqueza do Brasil
Cassia
Dian
| Piti
Reali |
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| O
quinteto na cena paulistana: composições reúnem crônica, protesto
e poesia |
Salve,
São Mateus. Salve, salve, Santo Amaro. Esses dois bairros
de São Paulo, apelidada de túmulo do samba por Vinícius
de Moraes, são o berço de cinco jovens sambistas que
fariam o poeta carioca rever seus conceitos.
Os
irmãos pretinhos, como se referem a eles mesmos,
Magno de Souza e Maurílio de Oliveira junto com os irmãos
branquinhos Yvison José, Everson Manoel e Victor
Hugo, formam o Quinteto em Branco e Preto, uma das melhores coisas
que surgiram no cenário do samba nos últimos tempos.
Na
contramão da onda pagodeira, esses rapazes, com idades entre
20 e 25 anos, optaram por fazer um samba maduro e tradicional, o
samba de raiz.
Formado em 1997, o quinteto já acompanhou bambas do samba
como Nei Lopes, Monarco, Arlindo Cruz e Almir Guineto. Surpreendida
pelo talento dos músicos, a cantora Beth Carvalho se tornou
madrinha do grupo. E foi dela a idéia de batizá-lo
Quinteto em Branco e Preto.
O álbum
de estréia, Riqueza do Brasil, reúne ótimas
composições de protesto, letras repletas de poesia
e as participações especiais de Beth Carvalho, Almir
Guineto, Wilson das Neves, Mauro Diniz e Velha Guarda
da Camisa Verde e Branco, escola a quem os garotos dedicam um pot-pourri.
Com
críticas sociais e políticas, os garotos fazem rimas
como Não há país de Cardoso/que Fernando
não enrique, resgatando as crônicas comuns em sambas
de Noel Rosa e Cartola. E não deixam de mostrar suas influências
musicais interpretando Amor Malfazejo, de Nei Lopes
e Wilson Moreira, Nem Pensar em Te Perder, de Monarco
e Mauro Diniz, entre outras.
Com
letras contemporâneas, o álbum nos faz reviver estilos
do samba quase esquecidos pela nova geração. Samba
de breque, de terreiro, partido-alto.
Para matar a saudade
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