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Ping-Pong
Jacob
do Bandolim
Cristian
Avello Cancino
Jacob
do Bandolim (1918-1969), como o nome diz, é um dos mestres
brasileiros do choro e do instrumento que o apelidou. Nelson Cavaquinho
tocava violão, mas Jacob era mesmo do bandolim, instrumento
que considerava enjoado.
Para
ele, não dava para ouvir pelo tempo de um LP inteiro. Daí
talvez tenha se esmerado para tirar o máximo que o instrumento
lhe oferecia e, assim, se tornado um dos grandes músicos
do nosso tempo.
Por
isso o instrumentista é homenageado com uma caixa. Jacob
do Bandolim traz 54 faixas do repertório do mestre, selecionadas
pelo cavaquinista e pesquisador Henrique Cazes, que falou a Gente
sobre o músico.
Qual
a importância de Jacob do Bandolim para o choro?
Jacob não é importante apenas para o choro, mas para
a MPB em geral.
O importante é que Jacob gravava de maneira muito criteriosa,
com imenso cuidado com o acabamento. Ele tinha obsessão pela
qualidade. E tocava o instrumento como ninguém, com um fraseado
extremamente criativo
e melodioso.
Foi
difícil selecionar o repertório?
Só na RCA-Victor ele tinha mais de 220 faixas registradas,
tive que selecionar as cerca de 60 que entraram na caixa.
Por
que Jacob morreu tão cedo, aos 51 anos?
Ele era um fumante enlouquecido e muito nervoso. Por causa de seu
perfeccionismo, irritava-se facilmente. Sua personalidade colaborou
para que morresse cedo.
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