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Perfil
Os
artistas Dutra
Exposição
valoriza objetos utilitários e destaca símbolos nacionais
Cristian
Avello Cancino
| Beto
Tchernobilsky |
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Gilberto
Dutra: último de uma longa linhagem de pintores
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Tudo
começou no século passado com o artesão, pintor
e escultor Miguelzinho Dutra, que teve um filho chamado Miguel Ângelo,
cujo nome era de pintor renascentista, mas que preferiu a rabeca
aos pincéis. Aí, nasceu o filho do filho de Miguelzinho,
Joaquim, esse sim pintor.
Meu
avô Joaquim era muito boêmio, gostava de jogar no bicho,
ele vendia quadros para tomar cerveja, conta Gilberto Dutra,
73, o último pintor dessa família de oito pintores.
Agora,
125 anos após a morte de seu tataravô Miguelzinho,
Gilberto verá, a partir do dia 15, uma exposição
retrospectiva da obra dos Dutra com 108 peças no Museu da
Casa Brasileira, em São Paulo.
A família
é de ascendência flamenga, tendo saído da Holanda
para Portugal e de lá para o Brasil, onde fincou raízes
em Minas e no interior paulista.
Nunca
tivemos muito dinheiro, o pai de Miguelzinho era ourives e, como
tinha pele mulata, precisava de concessão especial para poder
exercer a profissão.
Arquiteto,
Gilberto mora hoje num luxuoso condomínio em São Paulo.
Em sua casa, guarda obras das oito gerações de pintores
da família.
Gosto
muito das naturezas-mortas criadas por meus tios Archimedes e Antônio
Pádua. Nessas telas, além das naturezas-mortas, há
inúmeros registros de paisagens, principalmente da cidade
de Piracicaba, onde a maior parte dos Dutra viveu.
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