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Drama
O
Vento nos Levará
Ócio
sem tédio é a lição do iraniano Abbas Kiarostami
Paula
Alzugaray
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Divulgação
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| Kiarostami
revela paisagens do Curdistão |
Um
estrangeiro no Irã profundo. Munido de câmera fotográfica e telefone
celular, é tratado pelos moradores da vila de casas de barro Siah
Dareh, no Curdistão iraniano, como o “engenheiro”.
No
entanto, ele não chegou de Teerã a serviço da engenharia, mas da
espera. O real motivo da viagem é uma anciã à beira da morte. O
Vento nos Levará (Abbas Kiarostami – Gosto de Cereja)
discorre sobre a ansiedade e o ócio do tempo de espera.
Interpretado
pelo ator Behzad Dourani, o “engenheiro” sobe freqüentemente o morro
do cemitério o único local que recebe sinais de celular
para receber instruções e passar boletins sobre o estado de saúde
da enferma. Em um dos telefonemas, descobrimos que aguarda a morte
da velha para filmar um ritual funerário.
Quando
não é invadido pelo telefone, o estado ocioso do forasteiro é preenchido
pela observação da vida local, muito diálogo e contemplação. “Observar
a natureza é melhor que jogar gamão ou não fazer nada”, diz o médico,
que não tem muitos pacientes. O ócio criativo
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