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Carlos
Alberto Riccelli
por
Vanya Fernandes
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Prensa
Três;Beto Tchernobilsky |
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Carlos
Alberto Riccelli conversa com o verdadeiro cacique Aritana em
1978, no Xingu. O ator passou seis meses convivendo com os índios
para interpretar o personagem Aritana na novela homônima que
foi exibida pela extinta TV Tupi |
Em
1978, Carlos Alberto Riccelli desembarcou na aldeia yualapiti, no
Parque Nacional do Xingu (MT), com a missão de conhecer de
perto o personagem que faria na novela Aritana.
Seria
o segundo papel de sua carreira e pela segunda vez também
na extinta TV Tupi.
Chegou
à aldeia com cabelos tigelinha, à moda indígena,
e tingidos de preto. Eu estava bastante preocupado e inseguro.
Fazer um índio é difícil, principalmente se
você nunca viu um de perto, diz o ator.
Lá,
ele se encontrou com o verdadeiro cacique Aritana que inspirou o
personagem e com quem Riccelli conviveu cerca de seis meses: Esse
encontro foi lindo. Ele adorava jogar futebol mas eu não
pude acompanhá-lo porque não podia correr o risco
de me machucar, conta.
Nunca
mais Riccelli voltou ao Xingu, mas as lembranças não
se apagaram da memória. Eles são tão
desprendidos que bebem água no mesmo rio em que se banham,
recorda. Passados 22 anos, Riccelli, 54, prepara-se para um novo
projeto.
Ele
e a mulher, a atriz Bruna Lombardi, com quem se casou na época
de Aritana, produzirão e estrelarão longas-metragens
em Los Angeles onde moram há dez anos. Devemos retornar
aos Estados Unidos logo depois das festas de fim de ano. Por isso
não foi possível eu aceitar um convite que tive da
Rede Globo para retornar às novelas, explica.
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