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Família

Kelley Vieira, a ex-miss abandonada
Miss Brasil em 1995, ela foi proibida de voltar para sua casa na França pelo marido, o jogador da seleção da Polônia Mariusz Piekarski, e o acusa de bigamia

Cesar Guerrero

Arquivo Pessoal
A modelo Kelley Vieira

A ex-miss Brasil Kelley Vieira embarcou no dia 9 de dezembro de 1998, no aeroporto de Bastia, na Córsega. Ela morava havia seis meses na ilha francesa e queria passar o Natal com a família no Brasil.

O filho Daniel, de nove meses, seria seu único companheiro de viagem. O marido, Mariusz Piekarski, jogador da seleção polonesa de futebol, disse que iria de carro para Varsóvia, onde passaria o Natal com a mãe.

Em frente ao portão de embarque, Kelley ouviu de Piekarski: “Não sei como vou passar esses 20 dias sem meu filho e minha esposa querida”. Foi a última vez que Kelley viu o marido. Depois que ela chegou ao Brasil, o jogador não atendeu aos seus telefonemas. Kelley, então, procurou a ajuda de amigos do casal na Europa e descobriu a verdade. “Eu fui abandonada”, diz.

Kelley só conseguiu falar com o marido, por telefone, em janeiro de 1999. “Ele disse que não queria que eu voltasse”, afirma. “Contou que estava com outra mulher e me pediu para esquecê-lo.” A ex-miss Brasil pensou em procurá-lo pessoalmente. Mas Piekarski a desencorajou. “Ele disse que não iria abrir a porta para mim e que eu e meu filho iríamos dormir na neve”, conta Kelley.

Álbum de Família
 
  O casal com a cadela Aninha no Parque Beto Carrero, em Santa Catarina

Apesar de tudo, ela não encontrava sentido nas palavras dele. O casal vivia com todo o conforto numa casa alugada pelo Sporting Bastia, o clube que ele defendia. Piekarski era atencioso com ela e sempre demonstrou muito amor por Daniel. “Ele vivia com o nosso filho no colo”, lembra. “Fazia questão de demonstrar seu amor por mim e por Daniel”, recorda.

Kelley entrou em depressão e chegou a emagrecer seis quilos. O dinheiro que havia trazido já estava acabando e ela precisou recorrer ao apoio dos pais para sustentar Daniel.

COMER EM CASA O inusitado desfecho de seu casamento não se encaixa na biografia de Kelley. A vida parecia estar sempre sorrindo para ela. Cabelos negros, 1,78m de altura, 92 centímetros de busto, 61 de cintura e 90 de quadril, a menina de Santo Antônio da Platina, no interior do Paraná, chamava a atenção por onde passava.

Em 1995, foi coroada miss Brasil mas não quis seguir a carreira de modelo. Formou-se em jornalismo e conseguiu uma vaga na equipe de reportagem da Rede Globo de Curitiba. Foi trabalhando na televisão que ela conheceu Piekarski, em 1996. Ela o entrevistou quando ele foi contratado para defender o Atlético Paranaense. “Ele fez um comentário machista e eu fiquei louca da vida”, lembra. A irritação transformou-se em amizade e depois em namoro. Casaram-se no dia 1º de março de 1997, sete meses depois da entrevista.

Álbum de Família
A irmã de Piekarski, Anna, aparece entre o casal, em julho de 1997

Depois do casamento, Piekarski pediu que ela largasse o emprego. “No começo eu relutei, mas ele insistiu muito”, recorda Kelley. A moça ficava preparando o jantar enquanto ele malhava no campo de treinamento do Atlético. “Modéstia à parte, eu cozinho muito bem. Ele chegava a fugir da concentração para vir comer em casa”, lembra.

Kelley não voltou a trabalhar. Como o jogador não entendia muito bem a língua portuguesa ela o ajudava na hora de assinar contratos nas transferências de clube. E foram muitas. No meio do ano, Piekarski foi contratado pelo Flamengo para disputar o Campeonato Brasileiro de 1997. Mas a temporada carioca durou apenas seis meses.

Em janeiro de 1998, Piekarski foi transferido para o Mogi Mirim, no interior de São Paulo. A negociação envolveu a Federação Paulista de Futebol. Na época, o presidente da entidade, Eduardo José Farah, queria fortalecer os clubes paulistas com estrelas internacionais. Kelley estava grávida de sete meses quando se mudaram para Mogi Mirim. Daniel nasceu em março. Depois da Copa do Mundo de 1998, a família se transferiu para a Córsega.

Álbum de Família
 
  E a ex-miss com o filho Daniel em 1998

Em todas as negociações Pierkarski teve direito a 10% do valor de seu passe. Na transferência para o Sporting Bastia, por exemplo, ele embolsou US$ 75 mil, além de um contrato de três anos com um salário mensal de US$ 20 mil. Mesmo com a situação confortável o jogador não ofereceu, até agora, nenhum tipo de acordo.

Kelley está trabalhando como assessora de imprensa em uma empresa do município de São Paulo. “É como se ele nem tivesse me conhecido”, diz a ex-miss. Ela entrou na justiça exigindo a partilha dos bens e a pensão alimentícia de Daniel. De acordo com sua advogada Maria Lúcia Reichenbach, Pierkarski pode ser preso se desembarcar no Brasil.

“O abandono material da criança está absolutamente caracterizado”, diz Maria Lúcia. Mas esse não é o único problema do polonês. Há cerca de dois meses o jogador telefonou para Kelley e disse que está casado e já tem outra filha. A pena para o crime de bigamia varia de três a seis anos de reclusão.

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