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Política

José Dirceu não agüenta a pressão
Presidente do PT sente efeitos do estresse, sofre com labirintite e é obrigado a reduzir ritmo de trabalho para chegar inteiro na eleição de 2002

Cecília Maia

Rogério Assis/Folha Imagem
Apesar do estresse constante, nunca parou: "Agora, não tem jeito”

Enquanto Marta Suplicy recebia o cartão verde do eleitorado paulistano para sentar na cadeira hoje pertencente ao prefeito de São Paulo Celso Pitta, José Dirceu, 54 anos, recebia o cartão vermelho. Mas de seus médicos.

O deputado federal e presidente nacional do PT chegou ao ápice da má qualidade de vida que leva há mais de duas décadas ao se deparar com fortes tonturas causadas pela labirintite (inflamação no labirinto, no ouvido), noites em claro e rouquidão da voz, problema que pode se tornar crônico.

“Tenho que parar de trabalhar”, diz José Dirceu. “Se não o fizer agora, não terei condições de participar da campanha presidencial em 2002.”

A preocupação de José Dirceu tem também uma razão política. Ele é um dos nomes cotados para ser pré-candidato à sucessão de Fernando Henrique Cardoso em 2002 pelo Partido dos Trabalhadores, ao lado de Luiz Inácio Lula da Silva, do senador Eduardo Suplicy, do deputado José Genoíno e do ex-governador Cristóvam Buarque. “Quem quer que seja o escolhido pelo partido, quero estar preparado para lutar ao lado dele”, diz Dirceu.

Desde que abraçou a política como profissão, há 35 anos, José Dirceu não tira férias. Líder estudantil, ele foi preso pelo regime militar em 1968 e torturado nos porões da ditadura. Exilado, voltou para o Brasil com o rosto modificado por uma plástica e com identidade falsa. Viveu clandestinamente até ser anistiado em 1979. Nas andanças, foi o responsável pela introdução, no norte do Paraná, de grifes de jeans que estouraram nos anos 70, como Ellus, Lee e Staroup.

Rogério Assis/ Folha Imagem
“Vou diminuir o ritmo até parar. Pretendo tirar férias"

Nessa época, casou-se com Clara Becker, que descobriu anos mais tarde a verdadeira identidade do marido. Com ela, teve José Carlos, hoje com 22 anos. Sua segunda mulher foi a psicóloga Ângela Saragosa, com quem teve Joana, hoje com 11 anos.

O casamento terminou em 1990, época em que começou a namorar a socióloga Maria Rita Garcia Andrade, 50 anos, companheira de militância política. Há ainda Camila, 10 anos, filha de um namoro de 1990.

Nos tempos democráticos, conquistou um mandato de deputado estadual por São Paulo e dois de deputado federal. Na burocracia do PT foi secretário nacional, secretário-geral e, por fim, presidente do partido por três vezes seguidas.

Rogério Assis/ Folha Imagem
“Voltei a fazer exercícios. Ainda bem que não fumo”

José Dirceu nunca praticou exercícios físicos e sempre se alimentou mal. As refeições se resumiam a lanches improvisados em meio a intermináveis reuniões partidárias. “Ainda bem que não fumo”, conforta-se.

Nos últimos meses, sentiu a voz rouca e com momentos de falhas sempre que carregava no discurso. Sentiu tonturas fortes no decorrer do dia, agravadas pela indisposição para as atividades diárias e por dores no corpo.

O médico Sérgio Draibe, clínico geral da Escola Federal de Medicina, em São Paulo, e amigo há mais de dez anos, pediu um check-up completo de seu paciente. José Dirceu fez a bateria de exames e o resultado foi certeiro: estresse. Descobriu ainda que sofre de pressão alta e labirintite. Ou seja, seu organismo está à beira do colapso. “Já é a quarta vez que tenho estafa e nunca parei”, diz. “Dessa vez não tem jeito.”

Álbum de Família
Com a mulher, Maria Rita, em São Paulo

Agora, a carne vermelha está fora de seu menu diário e os exercícios físicos voltaram a fazer parte do dia-a-dia. “Faço os mesmos exercícios de quando era guerrilheiro, como longas caminhadas e abdominais.”

José Dirceu passou ainda a tomar Atenol — um comprimido por dia de 25 miligramas — contra pressão alta. E teve de limitar suas viagens pelo País, para não agravar a labirintite e o estresse. “Só estou autorizado a viajar entre Brasília e São Paulo todas as semanas”, afirma.

Sua agenda tem sido esvaziada sistematicamente nas últimas três semanas. Hoje, ela está em branco às segundas e sextas-feiras. “O objetivo é diminuir o ritmo até parar”, diz. “Então, pretendo tirar férias com as minhas duas filhas e depois fazer uma longa viagem com minha mulher.”

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