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Teatro

JOÃO FALCÃO
Cobiçado pelas estrelas
O diretor pernambucano que faz sucesso com a peça
Quem Tem Medo de Virgínia Woolf? e o filme o Auto da
Compadecida vai montar novo musical de Chico Buarque

Marianne Piemonte

Piti Reali
 
  João Falcão: “Não me agrada o título de Global"

Aos 81 anos, a pernambucana Ana Clarisse Viana Falcão lembra com carinho das noites de natal na Usina Tiúma, onde criou os 13 filhos. O engenho de cana, localizado a 80 quilômetros de Recife, parava para ver a encenação da paixão de Cristo que o menino João, o 12º da prole, preparava com as freiras. “Ele até cantava em italiano”, lembra a mãe.

Hoje, aos 42 anos, Joãozinho, como ainda é chamado por Clarisse, mora no Rio de Janeiro, é diretor de peças estreladas por medalhões do teatro nacional, redator do núcleo dirigido por Guel Arraes na Rede Globo e a pedido de Chico Buarque está preparando Cambaio, espetáculo com músicas do compositor que deve estrear em abril de 2001.

João Falcão passou a infância na usina, onde o pai trabalhava como médico. Para que os meninos pudessem estudar, todos os dias a mãe os levava para Recife de kombi, numa viagem de uma hora. Com 22 anos, ele resolveu abandonar a faculdade de arquitetura e viajar o Brasil com a peça que tinha escrito e dirigido com os amigos de turma.

Os irmãos de João formaram-se engenheiros e médicos e as meninas professoras. Por isso, a decisão de trabalhar com teatro deixou a mãe assustada. “Achei um absurdo e fiquei aperreada. Não entendia porque ele queria se meter com essa gente que é artista”, lembra a mãe.

Beto Tchernobilsky
No início, a opção pelo teatro assustou a mãe Ana Clarisse

Os lamentos de Ana Clarisse logo transformaram-se em orgulho. A primeira peça e primeiro sucesso foi Muito pelo Contrário, de 1981. Nessa época João conheceu Adriana, também estudante de arquitetura, com quem se casou e tem duas filhas. A Máquina, o espetáculo mais recente dirigido por ele, é baseado no livro de autoria de sua mulher, Adriana Falcão.

Depois de uma década de muito trabalho e mais de 10 espetáculos encenados em Recife, a grande chance de João tornar-se conhecido no eixo Rio-São Paulo aconteceu em 1994.

Naquele ano, foi surpreendido por um telefonema do conterrâneo Guel Arraes, que já fazia sucesso na Globo. Ele pediu que João lhe enviasse alguns textos e, logo em seguida, o convidou para fazer parte da equipe de redatores do programa Brasil Especial, junto com Jorge Furtado e Pedro Cardoso.

A parceria com Guel Arraes resultou na série A Comédia da Vida Privada e na adaptação para o cinema do Auto da Compadecida, dois grandes sucessos da carreira de João Falcão. “Foi por influência do João que dirigi pela primeira vez uma peça de teatro”, conta Guel, referindo-se ao Burguês Ridículo, peça estrelada por Marco Nanini. O espetáculo fez com que grandes nomes do teatro nacional prestassem atenção no trabalho de Falcão.

ESCREVER NOVELAS Entre as célebres fãs de João está Marieta Severo. Depois de assistir ao espetáculo Ver Estrelas, em 1995, ela e Andréa Beltrão foram ao camarim conhecer o diretor e encomendaram um texto. Ele escreveu A Dona da História para as duas.

Marieta tornou-se amiga de João e ele é presença garantida nas festas e reuniões na casa da atriz. “Ele tem marca própria, o texto impregnado de humor, além de ser um ótimo papo”, bajula Marieta, que o apresentou a Chico Buarque.

Chico leu A Máquina e conferiu a peça logo na estréia, em Recife, no início do ano. No final do espetáculo, propôs a João criar um musical. Ele conta que Chico disse que não tinha nenhuma idéia fechada na cabeça, só a vontade de trabalhar com o casal João e Adriana Falcão.

“Foi uma imensa alegria porque sou fã dele desde criança”, conta João, que na época da faculdade disputava com Adriana quem sabia mais letras do compositor. “Foi com Chico que nós aprendemos poesia”, diz Adriana.

Reservado e tímido, João tem um tom de voz tranqüilo, mas um olhar desafiador e irrequieto quando o assunto é trabalho. “Não me agrada o título de Global, se fosse assim deveria existir SBTal ou Recordal”, diz. À vontade na Rede Globo, ele conta que pretende alçar outros vôos na emissora e ampliar ainda mais o leque de trabalho. “Estou pensando em escrever novela”, anuncia.

Fotos: Arquivo Pessoal
Do engenho para o Rio
Aos 15 anos, João Falcão morava numa usina de cana de açúcar e ia para a escola na Kombi guiada pela mãe (acima, à esq.). Em 1987, reunido com os pais, os 12 irmãos e Marinete, irmã de criação, no engenho em Pernambuco. E com a mulher Adriana, que conheceu na faculdade de arquitetura em Recife, de quem tornou-se parceiro no Rio

 

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