CAPA
 ÍNDICE
 Exclusivo Online
 MULTIMÍDIA
 SEÇÕES
 REPORTAGENS
 BASTIDORES
 ENTREVISTA
 URGENTE
 QUEM SOU EU?
 IMAGENS DA SEMANA
 DIVERSÃO & ARTE
 MODA
 AGITO
 ACONTECEU
 TRIBUTO
 CELEBRIDADE
 TESTEMUNHAS DO
  SECULO
 EXCLUSIVAS
 INTERNACIONAIS
 INTERNET
 CLICK
 BUSCA


Superação

Brilho de Esmeralda
Ex-menina de rua, Esmeralda Ortiz lança a autobiografia
Por Que não Dancei, organizada pelo jornalista Gilberto Dimenstein

Carla França

David Helman
 
  “Por que não dancei? Acho que foi Deus. E também porque não tive coragem de me matar”, responde

Sábado 25, das 11h às 15h, a ex-menina de rua Esmeralda do Carmo Ortiz, 21 anos, teve seu dia de rainha. Na sede da ONG Cidade Escola Aprendiz, na Vila Madalena, em São Paulo, Esmeralda ganhou flores e deu 118 autógrafos. Autora do livro Por que não Dancei, organizado pelo jornalista Gilberto Dimenstein, ela se perfumou e vestiu uma blusa de lantejoulas.

Com tiragem de 5 mil exemplares, Por que não Dancei começa com a descrição de seu prazer em tomar banho de chuveiro, o que hoje faz em casa, na Freguesia do Ó.

Esfuziante, recebeu amigos, até os do passado. Pezinha, presidiária, foi abraçá-la. Dexter e Afro-X, detentos do Carandiru, também. Donos da banda 509-E, deram canja de rap.

No final de 1999, Esmeralda encontrou Dimenstein perto da sede do Cidade Escola Aprendiz, presidido pelo jornalista. “Ela veio com um sorriso e pediu-me para ajudá-la a escrever um livro sobre a sua vida”, conta ele. “Meu papel foi o de coordenar essa reportagem autobiográfica e viajar com ela para recompor fatos e dar-lhes sentido.” Hoje ela trabalha na oficina de artes de lá por R$ 300 mensais.

Por dez anos, Esmeralda viveu exposta a maus tratos, abusos sexuais, drogas, roubo e solidão. Tudo parecia melhor do que ficar com a mãe num barraco onde viviam dois irmãos e o padrasto. Estuprada pelo padrasto aos cinco anos, aos oito foi embora para a Praça da Sé. “No primeiro dia tomei banho no chafariz e comprei danoninho com o que ganhei na rua”, conta.

Depois, foi parar na Febem. Entrou e saiu da instituição 60 vezes até os 18 anos. “Ficava trancada numa cela com 12 meninas”, diz. “Sempre dava um jeito de fugir daquele horror.” Não demorou para Esmeralda conhecer o crack. “Só assim para agüentar”, conta ela, que se vestia de menino para evitar abuso sexual. Chegou a ganhar até R$ 2 mil em um dia, com tráfico e esmolas. Gastava com drogas. Roubava em arrastão.

“Estava na paranóia, mas tinha noção das coisas.” Na rua teve a primeira menstruação, aos 11 anos. Nem sabia usar absorvente. Assustada e com dor, desmaiou na Praça da Sé e foi levada para um hospital. “Ninguém me explicou nada”, diz. Aos 18 anos, cedeu aos agentes comunitários e foi trabalhar numa ONG. Em 23 de novembro, comemorou dois anos e oito meses sem drogas. “Cada dia de cara limpa para mim é um milagre”, diz.

Comente esta matéria

 

Leia Também

O chefe de
Estado e a rainha
das passarelas

Ele imortalizou
Che Chevara

Carioca do
melhor balé

Brilho de
Esmeralda

Diva poderosa

O Magic Johnson
do futebol

Todos os
cabelos de Guga

Cobiçado
pelas estrelas

José Dirceu não
agüenta a pressão

Doméstica de
tirar o ar

Kelley Vieira,
a ex-miss
abandonada

Ri melhor quem
ri por último

A brasileira
que ficou com
Leonardo DiCaprio
antes de Gisele

Pai sertanejo,
filha pop


Horóscopo
ENQUETE
Qual é o penteado mais indicado para Guga?
 
FÓRUM
Aparecer ao lado de celebridades como Gisele Bündchen ajuda a aumentar a popularidade do presidente FHC?

EDIÇÕES
ANTERIORES

ESPECIAIS
MULTIMÍDIA
BATE PAPO
ASSINATURAS
EXPEDIENTE
PUBLICIDADE
FALE
CONOSCO
ASSINE A
NEWSLETTER

| ISTOÉ ONLINE | ISTOÉ | DINHEIRO | PLANETA |ÁGUA NA BOCA |
EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE |
© Copyright 1996/2000 Editora Três