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Herson Capri

“Não morri por um triz”
Conhecido por papéis de vilão na tevê, o ator conta como mudou sua vida ao superar um câncer no pulmão, que mata em 90% dos casos

Rosângela Honor

André Durão
 
 

"Fui salvo por Jesus, literalmente"

Aos 48 anos, o curitibano Herson Capri vem redescobrindo o prazer de viver desde que domou um câncer no pulmão esquerdo há um ano e oito meses. No jardim da confortável casa que está acabando de construir num sofisticado condomínio em Itanhangá, zona oeste do Rio, ele fala da felicidade de ser pai pela quarta vez.

Sua mulher, a médica Susana Garcia, está no quinto mês de gravidez. Casados há quatro anos, eles têm Lucas, de três. Agora, Susana espera uma menina, que será a segunda filha de Herson. A primeira é Laura, de 22 anos, de seu primeiro casamento. Pedro, de 19, nasceu da união com a atriz Malu Rocha.

Contratado da Globo desde 1984, o ator começou a fazer teatro na PUC de São Paulo enquanto cursava a faculdade de economia. Chegou a trabalhar como economista na Bolsa de Valores e no mercado imobiliário. “Tinha 19 anos, queria me livrar da mesada do meu pai e me sentir produzindo”, conta.

Vinte e oito anos depois, tornou-se um dos atores mais conhecidos do público por papéis de vilões, como Capitão Justo, da minissérie Teresa Batista, e Coronel Teodoro, da novela Renascer. Enquanto está de férias da tevê, Herson começa a filmar A Partilha, sob a direção de Daniel Filho.

Qual a sensação de ser pai novamente aos 48 anos?
Estou me tornando um pai mais maduro. Eu já era carinhoso, mas estou muito mais. É uma sensação de ser pai avô, estou mais condescendente. Isso se mistura à maturidade e ao meu problema de saúde. Tenho mais alegria de viver e dou menos importância a pequenas coisas.

O que mudou depois do câncer?
Comecei a cultivar a vida com mais leveza, a desprezar problemas menores que se faziam grandes na minha cabeça, aumentou a alegria de viver. Em alguns momentos, paro e digo: “Estou vivo! Que bom!”. Não morri por um triz. Câncer no pulmão é complicado, mata em 90% das vezes. Só é curável quando detectado antes de qualquer sintoma. Foi a minha sorte.

Como descobriu?
Por acaso. Ia encenar Jesus Cristo no espetáculo Paixão de Cristo, em Nova Jerusalém. Estava meio gordinho e resolvi fazer uma lipoaspiração. Quando fui fazer os exames preparatórios, detectaram um nódulo no pulmão esquerdo e depois fui operado. Tive muita sorte, acho que houve um empurrãozinho da mão de Deus.

Você acredita que houve alguma relação?
Esta relação com Jesus Cristo é uma coisa que, sem nenhuma pieguice, mexeu comigo. Já me disseram que é uma babaquice dizer que foi Jesus quem me salvou. Respondi que babaquice era da pessoa. Fui salvo por Jesus, literalmente. Fui fazer Jesus Cristo, quis ficar magro igual a ele e isso acabou salvando minha vida.Como não fazer essa associação imediata?

O que mudou na sua crença?
Tive uma formação religiosa muito contraditória. Meu pai era ateu, militante do Partido Comunista, foi preso várias vezes. Mas estudei alguns anos em colégio interno e religião era algo obrigatório. Aos 5 anos, todos os dias, às seis da manhã, lá estava eu ajoelhadinho rezando. Esta contradição sempre me perseguiu. Da infância à adolescência, oscilei entre uma religiosidade muito minha, até escondida, e um discurso ateu. Comecei a admitir que rezava sim, a falar de fé e a agradecer. E isto se acentuou depois que me salvei do câncer.

Mesmo operado você se manteve no espetáculo. Por quê?
É, tinha só 25 dias de operado. Antes de cada apresentação, rezava para agradecer. Eram momentos muito emotivos porque ainda estava cicatrizando. Ainda hoje é assim, tenho um contato com Deus muito particular, mas não freqüento igrejas.

Qual foi sua reação ao descobrir o câncer?
Quando me deparo com uma dificuldade muito grande, costumo ser racional. Na minha ignorância pensei: “É um câncer, vou morrer e preciso saber quanto tempo tenho, o que posso fazer”. Pensava: “Vou enlouquecer, vou viajar e conhecer o mundo ou vou me drogar, o que vou fazer?

Como se comportou em relação à sua família?
Percebi a dificuldade das pessoas de assimilar, principalmente a Susana, que é médica e trabalha com diagnóstico de câncer em ultra-sonografia. Pensava também na possibilidade de deixar o Lucas sem pai.

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