|

Musical
Atlântida
– O Reino da Chanchada
Montagem reafirma o sucesso de
uma
fórmula brasileira de musical
Mauro
Ferreira
|
Divulgação
|
|
|
| De
Bonis e elenco: trama rocambolesca e tipos cômicos |
Tida
como um gênero menor da produção cinematográfica
nacional, a chanchada sempre driblou o desprezo da crítica
e atraiu multidões às salas de cinema nos anos 40
e 50. Em cartaz no Teatro Carlos Gomes, no Rio, o musical Atlântida
O Reino da Chanchada busca reeditar a ingenuidade e a
magia daqueles tempos.
Na
prática, a montagem reafirma o sucesso de uma fórmula
brasileira de fazer musical. Receita que vem se consolidando nos
palcos cariocas nos últimos dez anos pela persistência
dos atores do gênero.
Escorado
nas atuações do talentoso elenco e no troca-troca
incessante dos coloridos figurinos, o texto de Ana Velloso e Vera
Novello procura reproduzir os personagens estereotipados das chanchadas.
Não
faltam na trama rocambolesca a mocinha ingênua, o galã,
o vilão e os tipos cômicos. Destes, o melhor é
o vivido por Flávio Bauraqui, impagável na pele do
atrapalhado e mulherengo Chico.
Os
30 números musicais reúnem sucessos como No
Tabuleiro da Baiana e Beijinho Doce, quando as
atrizes Tatiana Telink e Ana Velloso revivem de forma graciosa a
dupla formada por Eliana e Adelaide Chiozzo. Tatiana, aliás,
é muito parecida com Eliana e tira partido da semelhança
para viver Marli, a mocinha sonhadora que batalha para ser estrela
de cinema.
O
diretor Antonio de Bonis vem de um grande sucesso no gênero,
o musical Dolores. Com Atlântida, ele mostra
que domina o timing de um gênero que, vale repetir,
se sustenta pelo talento dos atores. E Atlântida, acima
de tudo, tem o mérito de reverenciar ídolos populares
como Oscarito e Grande Otelo. No escurinho do cinema
Até
17 de dezembro Teatro Carlos Gomes Praça Tiradentes
Rio de Janeiro
|