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Comédia
romântica
Sexo,
Pudor e Lágrimas
Filme
mexicano usa clichês
hollywoodianos em história de amor
Cristian
Avello Cancino
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Divulgação
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| Sexo,
Pudor...: sem comprometimentos |
A passagem
de surrealistas como André Breton e Luis Buñuel pelo
México durante a Segunda Guerra deixou marcas em cineastas
experientes, como Arturo Ripstein (Ninguém Escreve ao
Coronel), ou novos, como Alejandro Springall (Santitos)
e Alejandro Gonzáles Iñarritu (Amores Perros).
Em
comum, todos têm afeição especial por temas
históricos, seguem a cartilha do realismo fantástico
e falam, principalmente, das mazelas sociais do país. Mas,
para Antonio Serrano de quem o público de São
Paulo e do Rio poderá ver, a partir de sexta-feira 24, seu
longa-metragem de estréia, Sexo, Pudor e Lágrimas
, a história da terra de Zapata parece ter sido
varrida por mariners norte-americanos, que aproveitaram a suposta
invasão para fazer uma lavagem cerebral (e cultural) na população.
Sexo,
Pudor e Lágrimas é como qualquer comédia
romântica norte-americana. Tem começo conflituoso,
meio e fim redentores, trilha que induz as emoções
da platéia, dizendo-lhe quando deve chorar ou rir. Logo nos
primeiros minutos, lembra um recente filme brasileiro: Até
Que a Vida nos Separe, de José Zaragoza.
Como
no filme do publicitário paulista, as primeiras cenas de
Sexo, Pudor e Lágrimas são tomadas aéreas
que mostram que seus personagens moram em sofisticados apartamentos
da capital mexicana, a cidade mais populosa do mundo e uma das mais
problemáticas o que não interessa ao cinema
de Serrano.
Sexo,
Pudor e Lágrimas levou seis milhões de mexicanos
ao cinema, a maior bilheteria de um filme daquele país naquele
país. O que eles viram foi a história de três
casais de classe média-alta, cujos partícipes traem
sistematicamente seus companheiros. Nada além de sexo, pudor
e lágrimas passageiras. Like Hollywood, pero en español
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