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Roberto Carlos mostra a sua alma — continuação

Ele beijou e jogou para os fãs 119 rosas brancas e vermelhas

Surpreendentemente, Roberto insistia em dar carga emocional a todas as respostas, mesmo quando o assunto não era Maria Rita. A intensidade com que ele falava da saudade da mulher chegou a preocupar seus assessores. “Aprendi que a medida certa do amor é o amor sem limite”, disse o cantor.

Depois de uma pequena pausa, ele prosseguiu: “É difícil encarar a vida. Principalmente, por se tratar desse amor sem limite, que é o meu amor e o da Maria Rita. Por isso, luto para superar todas as dificuldades. É como diz a própria música...”. Nesse momento abaixou a cabeça, esfregou as mãos, silenciou por 16 segundos e começou a chorar.

A assessora Ivone Kassú, numa ponta da sala, levantou-se da cadeira e gesticulou para o empresário Sirena, em pé, na outra extremidade, encerrar a entrevista. “Se ele virasse as costas naquele estado, era como se estivesse fugindo. Ele precisava se recompor”, explica Sirena, que sinalizou para deixar a situação correr. Naquele momento, o Rei começou a soluçar e uma salva de palmas ecoou na sala.

Um diretor da Sony Music, gravadora responsável pela distribuição dos discos do cantor, tentou pôr fim à coletiva, mas Roberto surpreendeu novamente. Enxugou as lágrimas e se aproximou do microfone: “Ainda não terminei. A canção diz: ‘Vivo por ela, porque ela é tudo na minha vida.’” (refrão de “Amor Sem Limite”, feita em homenagem à Maria Rita).

Terminada a coletiva, Roberto perguntou a alguns integrantes de sua equipe se havia, realmente, conseguido transmitir a quem estava na sala todo o amor que sente pela mulher. “Fazia dois anos que ele não se encontrava com a imprensa numa entrevista formal. O que se viu foi o homem de carne e osso. Era o Roberto por inteiro, como nunca ele havia aparecido antes”, diz Ivone Kassú.

Até a sexta-feira 10, dia anterior à estréia, o próprio Sirena duvidava da capacidade de Roberto Carlos encontrar forças para enfrentar o show do dia seguinte. “Voltando do ensaio, que o fez chorar muito, eu disse a ele: ‘Não se preocupe, Roberto. Se você tiver de abandonar o palco, a banda vai continuar tocando’.” O Rei garantiu que não havia motivo para preocupação. E assim foi.

De blazer branco e camisa azul, Roberto Carlos subiu às 23h ao palco montado no ginásio Geraldo Magalhães. Na platéia, os filhos, Luciana, Ana Paula e Dudu, a mãe, Lady Laura, familiares de Maria Rita e alguns amigos, como a apresentadora Hebe Camargo. Com a voz firme, iniciou o show com a música “Emoções”. Acompanhado em coro por todos, cantou depois “Como Vai Você”. Sentia dificuldades de ir em frente sem desafinar de emoção. “A voz dele estava embargada e a banda demorou para entrar”, avaliou Dudu. “Quando você chora, e eu tenho chorado muito, a voz muda e o nariz fica congestionado”, explica Roberto Carlos.

“Foi bom para ele ver que, mesmo errando, todos vão aplaudi-lo da mesma forma”, diz Ivone Kassú. Em quase duas horas de espetáculo, o Rei cantou 21 músicas, apenas duas inéditas (“Amor Sem Limite” e “Tu És a Verdade, Jesus”). Perto do encerramento do show, Roberto Carlos lançou à platéia 119 rosas brancas e vermelhas, depois de beijá-las.

Ao final da apresentação, quando se dirigia ao camarim, voltou a chorar. “Ele sentiu falta da Maria Rita, que sempre o aguardava com uma toalha para enxugar o suor. Ainda está se acostumando”, explica o empresário Sirena. No camarim, outro momento de descontração. Roberto recebeu, brincou e riu durante duas horas com os convidados que foram vê-lo. De volta ao hotel, reuniu a família, tomou uma sopa, às 5h, e foi dormir uma hora depois.

Para não correr o risco de adiar mais compromissos, a próxima etapa da turnê do Rei, que terá pelo menos mais seis shows no Nordeste, só acontecerá dia 23, em Fortaleza. Durante esse intervalo, Roberto estará em seu estúdio na Urca, para concluir o disco. O empresário do cantor recebeu propostas para vincular o nome dele a produtos como violão, videokê, computador, vídeo e relógio. “Também fui procurado por uma empresa de securitização que cogitou colocar a marca Roberto Carlos na bolsa de valores”, revela Sirena. “Mas no momento, quando muito, ele quer cantar e não discutimos nada.”

Até o fim de 2000, a agenda está repleta. Além dos shows no Nordeste, no dia 21, Roberto Carlos fará uma participação especial no Domingão do Faustão. No início de dezembro, gravará o tradicional especial de fim de ano para a Rede Globo. Em março está programado o lançamento do CD com músicas sertanejas, projeto abandonado no meio deste ano.

Roberto Carlos escolheu Recife para iniciar a turnê porque foi a primeira cidade onde ele se apresentou fora do Rio de Janeiro, quando começou a carreira. Também porque não queria recomeçar no eixo Rio-São Paulo, onde Maria Rita sempre o acompanhou. Recife aguardou durante oito meses o sinal positivo do cantor. “Foram quatro adiamentos. Perdi quinze quilos de muita preocupação por causa desse show”, lembra o empresário José Carlos Mendonça, que contratou Roberto em outras 228 oportunidades.

Quando houve a confirmação do espetáculo, os ingressos esgotaram em uma semana. O cantor e sua entourage ficaram hospedados no hotel Sheraton, em frente à praia de Piedade. No total, ocuparam 40 quartos. A diária da suíte Felipe Camarão, de número 1509, ocupada por Roberto Carlos, custou R$ 1,8 mil. Já recebeu em seus 230 m2 outras estrelas, como o ex-jogador de basquete Michael Jordan e o ator Roger Moore.

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