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Cinema

MARIA RIBEIRO
Ela engana com esse olhar de anjo
Na pele da sexy e diabólica Ana Maria, de
Tolerância, a atriz tornou-se a sensação do filme ao protagonizar tórridas cenas de sexo

Rosângela Honor

André Durão
 
  Maria Ribeiro: “Eu tô trepando com o cara!’’

Maria Ribeiro foi a última de uma lista de várias atrizes com quem o diretor gaúcho Carlos Gerbase conversou antes de escolher quem viveria a sexy e diabólica Ana Maria no filme Tolerância, que acaba de estrear no cinema.

Os dois marcaram um encontro no aeroporto Santos Dumont, no Rio, e Gerbase foi direto ao ponto. Sem rodeios, alertou que o papel era difícil e que não estava disposto a abrir mão das ardentes cenas de sexo. “Entregue o personagem a mim e você não vai se arrepender”, arriscou a carioca de 25 anos.

A atriz cumpriu a promessa. Mesmo como coadjuvante, transformou-se na grande sensação do filme e vem colhendo elogios à sua interpretação. “Ela está previamente escalada para os meus próximos filmes”, derrete-se Gerbase. Tomando água de coco no mirante do Leblon, na zona sul do Rio, ela diz que tinha consciência do desafio. “Fiquei nervosíssima, em pânico”, lembra Maria.

Casada há três anos e meio com o ator Paulo Betti, 47 anos, Maria Ribeiro contou com a cumplicidade do marido para fazer o filme. “Se você já vai enfrentar a resistência dos seus pais, não sou eu que vou me opor”, disse Betti. Quando aceitou o papel, ela procurou os pais, Leonídio Ribeiro, 66 anos, e Marina Sinonnop, 61, para comunicar a decisão. “Não perguntei se podia, mas comuniquei o que faria.”

No cinema, a cena em que Maria contracena com Roberto Bomtempo na cama demora três minutos e meio. No set de filmagens, levou um mês e meio para ser rodada, com sucessivas repetições no quarto de hotel onde a atriz se hospedara em Porto Alegre até que eles se sentissem à vontade. “Parecia uma coreografia, de tantos ensaios”, conta. O pior, segundo ela, foi assistir ao filme. Maria confessa que ficou constrangida. “Quando vi a cena, disse: eu tô trepando com o cara!”

Paulo Betti garante não ter sentido ciúmes. “Ela fez a cena com a entrega que o filme merecia”, defende. “Meu único incômodo é sentir que as pessoas ao meu lado no cinema possam estar imaginando a minha reação”, admite. Maria tem outra análise. “Ele foi macho, segurou a onda”, brinca.

Alçada à condição de símbolo sexual, a atriz desdenha. “Não tenho muita graça, sou normal, uma garota bacaninha.” O corpo escultural é uma aquisição recente. Na adolescência, pesava dez quilos a mais. Até os 17 anos, tinha vergonha de ir à praia e ficava feliz quando era admirada pela inteligência. Também foi assim quando conheceu o marido. Queria ser vista como uma garota madura. Agora, prefere que as pessoas a achem gostosa. “É mais divertido”, resume.

Paulo Betti e Maria Ribeiro se conheceram durante os ensaios da peça Inimigos do Povo, na qual interpretavam pai e filha. Ela não imaginava que se envolveria com o ator a ponto de se tornar mulher dele. “Dizia para mim mesma que era só um flerte”, conta. A resistência inicial de Maria tem uma explicação. Nunca se imaginara namorando um homem mais velho, que saía de um casamento de 25 anos e com duas filhas da sua idade. “Sempre achei muito cafona homem de 40 com menina de 20”, diz. “É muito clichê, não foi uma opção: eu me apaixonei.”

Kiko Cabral
O marido Paulo Betti: dificuldades superadas

CABELO LARANJA No início, enfrentou obstáculos. Chocou os pais ao comunicar o namoro. “Hoje, eles adoram o Paulo”, afirma. O próprio ator sentia vergonha de andar de mãos dadas com ela pelas ruas. Também passou pela dificuldade inicial de conviver com as filhas dele, Juliana, 23, e Mariana, 19. “Em nenhum momento forcei a barra para ser amiguinha delas. Hoje nos damos bem.” A convivência com a ex-mulher de Betti, a atriz Eliane Giardini, é cordial. “Ela deve ser uma mulher maravilhosa, afinal foi casada durante 20 anos com o homem que amo.”

Maria Ribeiro começou a fazer teatro aos 14 anos. Nessa época, adotou um estilo hippie, com batas indianas e cabelos compridos. Nada demais para quem aos 12 anos chocava os sócios do Country Club do Rio, freqüentado pela nata da sociedade carioca, usando sandálias havaianas e roupas rasgadas. No colégio, não era diferente. Enquanto os amigos passavam o tempo contando as aventuras das férias, ela torcia o nariz e pintava os cabelos de laranja com mercúrio cromo. Uma vez a mãe foi chamada à escola. “A diretora disse que eu não podia continuar indo daquele jeito.”

O estilo agressivo se limitava ao guarda-roupa. Ela diz que nunca usou drogas e que só teve um namorado antes de Betti. “Adoro uma cervejinha, um vinho, mas nunca tomei um porre.” Formada em jornalismo na PUC, não chegou a exercer a profissão. Em 1996, estreou na tevê, na novela História de Amor. Atualmente, está em cartaz com a peça Feliz Ano Velho, em São Paulo, enquanto espera o início das filmagens de seu terceiro longa-metragem, Separações, dirigido por Domingos de Oliveira. “A Maria é única, sou amigo e fã dela”, elogia o diretor.

 

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